Artigo – O ataque ordenado por Biden na Síria mostra que o Império Americano está de volta aos seus velhos hábitos

Por Oswaldo Bezerra

Só quem não tem prestado atenção, ou não leu o artigo “O mundo que se prepare; um governo de guerras infindáveis está montando seu gabinete”, poderia ter se surpreendido com o ataque aéreo dos EUA à Síria. O establishment comprometido com um Império globalista está de volta ao comando em Washington.

Os democratas adoram proclamar que não se pode “voltar no tempo”, para argumentar contra até a tentativa de desfazer políticas agressivas. No entanto, tudo no governo Joe Biden foi exatamente isso: apagar os últimos quatro anos de Donald Trump e continuar de onde Barack Obama parou.

Nas imagens abaixo se mostram as consequências do ataque das forças norte-americanas em Abu Kamal, na província síria de Deir Ezzor.

Escombros, destruição, pelo menos uma pessoa morta e quatro feridas são o resultado do ataque ordenado pelo presidente dos EUA, Joe Biden. As forças dos EUA realizaram ataques aéreos contra a infraestrutura da Síria, em resposta aos recentes ataques contra militares dos EUA e aliados no Iraque, e ameaças contínuas aos seus militares Estes que nem deveriam estar lá.

O Departamento de Defesa comunicou que várias instalações, localizadas em um posto de fronteira, usado por vários grupos militantes apoiados pelo Irã, incluindo Kait’ib Hezbollah (KH) e Kait’ib Sayyid al-Shuhada (KSS), foram destruídas.

Trump também bombardeou a Síria. Ele ordenou o lançamento de mísseis de cruzeiro em duas ocasiões, estimulado por relatos mentirosos de “ataques químicos” por “milícias apoiadas pelo Irã” no Iraque. Trump também ordenou o assassinato por drone do general iraniano Qassem Soleimani fora do aeroporto de Bagdá.

No entanto, ele foi denunciado na época pelos congressistas democratas, pelo próprio Biden e por sua agora porta-voz Jen Psaki, bem como por quase todos os meios de comunicação dos Estados Unidos, os mesmos que agora elogiam o bombardeio de Biden. É literalmente diferente quando os democratas fazem isso, mostra a narrativa da imprensa norte-americana.

Isso é desconcertante. O Império Americano não é partidário. Os Obama, Bidens e Clintons estiveram com os dedos nos gatilhos tanto quanto os Bushes e os Cheneys. Até que apareceu Trump. Ele zombou das “guerras sem fim”, falou da “América primeiro” e rejeitou os chavões usados ​​para vender um imperialismo ultramarino ao cidadão norte-americano.

Isso foi considerado um crime. Por isso, Trump foi denunciado e rejeitado pelo establishment norte-americano, que tem demonstrado que defende as agendas “globalistas” das elites e do complexo militar-industrial.

A única vez que o Congresso norte-americano anulou um veto de Trump foi para manter as tropas no exterior para sempre. Não se deixe enganar, guerras internacionais intermináveis ​​é o que Biden quis dizer quando disse na semana passada que “a América está de volta” e prometeu uma cruzada em nome da “democracia”.

Uma administração age exatamente como a outrora. A diferença é que em vez da linguagem de “cowboy” de Trump, o pessoal do Biden usa termos de propaganda como “ataque de precisão defensiva” e “resposta militar proporcional” que “visa diminuir” a situação. Os meios de comunicação obedientes repetem estes termos.

Há outro fato perturbador na “restauração de Obama”. Os americanos apoiaram a Al-Qaeda junto com os “rebeldes moderados” e Estado Islâmico na Síria. A esperança era de uma mudança de regime em Damasco, dando início a uma guerra de quase dez anos.

O governo Biden-Harris quer o presidente sírio, Bashar Assad, fora do governo de qualquer forma sem se preocupar com as consequências. As consequências que são sempre assassinatos em massa do povo que o governo americano se diz estar preocupado. No fundo, sabemos que é tudo por petróleo.

Isso obviamente deixa aqueles americanos que esperavam por cheques de estímulo de US$ 2.000/mês, saúde universal, ou salários mínimos mais altos, perdidos. O governo fornece e a imprensa americana divulga aos cidadãos uma fabricada distração. Assim eles são e assim sempre serão.

RG 15 / O Impacto

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