Artigo – Pergaminho do Mar Morto 2.0: mais importante descoberta em 60 anos, e isso é o que eles dizem

Por Oswaldo Bezerra

Em plena pandemia testemunhamos uma das descobertas arqueológicas mais emocionantes em décadas. Pela primeira vez em 60 anos, novos fragmentos do Pergaminho do Mar Morto foram descobertos.

As autoridades israelenses estão nos dizendo que os arqueólogos continuarão a vasculhar cuidadosamente a área para ver se podem encontrar mais. Devido às condições extremamente secas da região, os fragmentos recuperados estão extremamente bem preservados, embora pareçam ter sido escritos antes da época de Cristo. O que nos interessa é o que os fragmentos realmente dizem.

No crepúsculo do último sábado, 13 de março, marcou o início de um novo ano no calendário que Deus nos deu na Bíblia. Quase ninguém realmente sabe ou reconhece como “o ano novo”, mas o pôr do sol no sábado era marcado como o primeiro dia do primeiro mês do ano de acordo com o calendário bíblico. O acontecimento marca o sétimo dia da semana, o pôr do sol de sábado também marcou o início de uma nova semana.

Portanto, foi um daqueles raros casos em que um dia bíblico, uma semana bíblica, um mês bíblico e um ano bíblico começaram todos no mesmo momento.

Apenas alguns dias depois, foi anunciado que novas partes dos Manuscritos do Mar Morto foram descobertas pela primeira vez em 60 anos. Foram dezenas de fragmentos com texto bíblico no deserto da Judéia, disse o governo israelense na última terça-feira.

Os fragmentos foram recuperados de uma caverna onde rebeldes judeus contra o Império Romano se esconderam cerca de 1.900 anos atrás, de acordo com um comunicado do governo à imprensa.

Não foi fácil chegar ao local onde esses fragmentos foram encontrados. Foi informado que os arqueólogos “tiveram que descer de rapel de um penhasco íngreme” para chegar até eles.

A descoberta fazia parte de um projeto do governo israelense lançado em 2017 para pesquisar as cavernas do deserto da Judéia e recuperar artefatos antes que os saqueadores pudessem roubá-los. De acordo com uma declaração, os pesquisadores tiveram que descer de rapel um penhasco íngreme para chegar à Caverna do Horror, que é cercada por gargantas e localizada a cerca de 80 metros abaixo do topo de um penhasco.

Eles cavaram e peneiraram suportando poeira espessa e sufocante e retornando com presentes de valor incomensurável para a humanidade. A caverna é conhecida como “a Caverna do Horror” porque 40 esqueletos já foram encontrados lá durante escavações na década de 1960.

E com base nas moedas que acabaram de ser descobertas na caverna, as autoridades acreditam que são capazes de identificar o ano em que os pergaminhos foram originalmente escondidos.

Com base no estilo da escrita grega, os fragmentos de pergaminho parecem ter sido escritos no primeiro século a.C. Com base nas moedas encontradas na caverna, o pergaminho provavelmente foi trazido para a caverna em 135 d.C. no final de uma revolta judaica contra os romanos em homenagem ao líder conhecido como Bar Kokhba.

Os pesquisadores dizem que isso indica que o grego era amplamente falado na comunidade judaica na época, além do hebraico e do aramaico. Os textos são inteiramente em grego, exceto o Tetragrama, o venerado nome de Deus com quatro letras, que aparece nos fragmentos em caracteres hebraicos antigos.

Um dos fragmentos, escrito em grego com o nome de Deus aparecendo em paleo-hebraico, cita Zacarias 8: 16-17: “Estas são as coisas que vocês devem fazer: falar a verdade uns aos outros, fazer justiça verdadeira e perfeita em seus “portões”. E não planejem o mal uns contra os outros, e não amem o perjúrio, porque todas essas coisas que eu odeio; diz o Senhor.

Curiosamente, em vez de usar a palavra grega para “portões”, a palavra grega para “ruas” foi usada neste caso.

Assim como às vezes usamos diferentes palavras em português ao traduzir o Antigo Testamento do hebraico em nossos dias, também diferentes escolhas de palavras às vezes eram feitas ao traduzir o Antigo Testamento do hebraico para o grego nos tempos antigos.

Estes versos capturaram a atenção de todo o globo neste momento da história. Definitivamente, não “prestamos justiça verdadeira e perfeita” e amamos “arquitetar o mal”, por isso estamos fazendo exatamente o oposto do que somos instruídos a fazer nesta passagem. Além do mais as notícias falsas que pautam o mundo de hoje são repreendidas no verso.

Outro fragmento mostra Naum 1: 5–6, que indica: “Os montes estremecem por causa dele, e os montes derretem. A terra se eleva diante Dele, o mundo e todos os que nele habitam. Quem pode resistir à Sua ira? Quem pode resistir à sua fúria? Sua raiva derrama como fogo, e as pedras são quebradas por causa Dele”. São versículos descrevem o julgamento de Deus.

Ao longo das Escrituras, somos informados de que se seguirmos os caminhos de Deus e guardarmos Seus mandamentos seremos abençoados, mas se rejeitarmos Seus caminhos e mandamentos seremos amaldiçoados.

O Brasil elegeu um líder que ao invés de fazer o sinal da cruz faz o sinal da milícia criminosa carioca. O caminho que estamos tomando na nossa história não vai acabar bem. Pode ser coincidência ou esses fragmentos do Manuscrito do Mar Morto estiveram escondidos por todos esses séculos apenas para serem revelados em um momento como este?

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