Artigo – Cármen só descobriu no VAR o que todos já sabíamos desde o início do jogo. Moro foi uma farsa como juiz

Por Oswaldo Bezerra

A Justiça brasileira já havia perdido todo o respeito internacionalmente. Foram várias as publicações em jornais como o New York Times, The Guardian, que definiam a Lava Jato como farsa judicial. As revelações da Operação Spoofing demonstravam isso claramente, como água.

Sobre o ministro Kassio Nunes Marques já sabíamos que votaria a favor de Moro. Ele devia favores a Bolsonaro por sua indicação ao STF. Além do mais, foi prometida a ele, por Bolsonaro a mais alta honraria do Exército. Era para ele se lembrar que Lula e não Moro é o grande adversário do atual presidente em 2022.

Fachin também estava na conta que votaria a favor de Moro. Toda a manobra feita por este ministro em retirar os processos de Lula de Curitiba foi para tirar as mensagens da Operação Spoofing das mãos de Lula, para salvar Moro. Fachin era declaradamente lavajatista. Não à toa, em uma das mensagens do “Tribunal de Exceções de Curitiba” havia a seguinte mensagem “Aha uhu, o Fachin é nosso”.

Moro fez de tudo. Ele tramou, orientou, repassou dados sigilosos da defesa para os procuradores. Além disso, fez acordos ilegais com governos estrangeiros e atuou como adversário político contra um ex-presidente.

O resultado foi uma prisão ilegal do ex-presidente Lula, com inúmeras ilegalidades praticadas pelo ex-juiz Sergio Moro, em clara prática de lawfare, ou seja, por meio do uso estratégico das leis para fins ilegítimos. Os danos causados a Lula são irreparáveis, foram 580 dias de prisão ilegal, que tiveram repercussão relevante no processo democrático do país.

A decisão de suspeição de Moro, tomada pelo STF, limpa um pouco a imagem da Justiça brasileira no cenário internacional. Também serviu de consolo que de agora em diante qualquer cidadão tenha direito a um julgamento justo, imparcial e independente, como assegurado pela Constituição da República e pelos Tratados Internacionais.

A surpresa de ontem ficou por conta justamente de Cármen Lúcia. Ela votou a favor do juiz parcial. Contudo, no decorrer da discussão dos votos, ela precisou vestir a pele dos advogados. Daí então chegou à conclusão de que somente um juiz parcial colocaria escutas nos telefones dos advogados de defesa. Foi uma decisão no VAR, no último minuto da partida.

RG 15 / O Impacto

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