Artigo – O golpe de Estado, ensaiado no Brasil semana passada, já tem amostra grátis em Mianmar

Por Oswaldo Bezerra

No dia 31, alguns brasileiros foram às ruas pedir por ditadura militar. O próprio presidente fez um gesto com troca de ministros e chefes das forças armadas que indicavam um golpe. Uma ditadura militar pode estar longe na lembrança do brasileiro. Contudo, temos exemplos hoje do que pode e parecer.

Em Mianmar uma carta escrita a mão encontrada no quarto de Zakiah Aini. Ela continha conselhos para sua irmã mais velha e sua mãe. Acima de tudo, a carta dizia para toda a família que parasse de acreditar em pessoas que afirmam ser inteligentes, mas que espalhavam notícias falsas. No final da carta ela dizia a toda a família que os amava muito.

Na carta do dia 31 de março ela dizia que seguiria o caminho da razão. Horas depois, a universitária de 25 anos já estava morta. Foi baleada em uma manifestação contra o golpe de estado.

 Pelo menos 149 pessoas foram mortas em Mianmar desde o golpe de 1º de fevereiro, incluindo cinco sob custódia, segundo a ONU, enquanto funerais em massa foram realizados para dezenas de mortos a tiros pelas forças de segurança nos últimos dias.

No último domingo, 74 manifestantes foram mortos, seguidos por mais 20 pessoas no dia seguinte. Os Funerais em massa reúnem centenas de pessoas de diferentes cidades para dizer adeus aos mortos.

Um crematório em Yangon relatou 31 funerais, disse um enlutado em uma das cerimônias. Centenas de pessoas saíram para a rua na despedida do estudante de medicina Khant Nyar Hein, morto em Yangon no domingo.

Queria que eles me matassem, em vez de matar meu filho, porque eu não aguento mais, disse uma mãe em um videoclipe postado no Facebook. Os enlutados gritavam: “Nossa revolução deve prevalecer.”

Algumas famílias disseram à mídia que as forças de segurança apreenderam os corpos de entes queridos, mas que eles ainda fariam um funeral. A maioria das mortes aconteceu no empobrecido município de Hlaing Tharyar em Yangon, uma área industrial de propriedade de chineses. Várias destas fábricas foram destruídas.

Muitos moradores estão fugindo, aglomerando-se em caminhões encravados em colunas de tráfego sinuoso. Alguns carregavam seus animais de estimação nas costas de motocicletas, enquanto outros enfiavam seus pertences em sacos plásticos.

O exército disse que assumiu o poder depois de acusações de fraude nas eleições de 8 de novembro, vencidas pela democrata de Aung San Suu Kyi. Alegações rejeitadas pela comissão eleitoral.

Os protestos e uma campanha de greves de desobediência civil estão paralisando grandes partes da economia e podem minar a capacidade das famílias pobres de se alimentarem, afirmou o Programa Mundial de Alimentos da ONU.

No Brasil, os ávidos por Golpe de Estado e ditadura militar ou são genocidas suicidas, ou não fazem a mínima ideia do que viria pela frente. A verdade é que o pequeno país de Mianmar é a amostra grátis do que teríamos no Brasil.

RG 15 / O Impacto

2 comentários em “Artigo – O golpe de Estado, ensaiado no Brasil semana passada, já tem amostra grátis em Mianmar

  • 3 de abril de 2021 em 17:10
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    Sabemos muito bem o que viria pela frente é no caso de implantação de uma ditadura comunista, ruína da economia, miséria, fome, desemprego e perseguições de toda ordem, como ocorre na Venezuela e também na Argentina !

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    • 3 de abril de 2021 em 18:21
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      Fala da ruína econômica da China..

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