[Vídeo-Artigo] O que mais nos afeta: fatores que podem alterar os preços do petróleo

Por Oswaldo Bezerra

Os Estados Unidos, iniciaram uma campanha bélica intensa para dominar o mercado de petróleo no início dos anos 2000. Devido à proximidade do Afeganistão com o Mar Cáspio, considerado um novo eldorado de hidrocarbonetos (petróleo e gás), o país foi colocado na lista de invasão americana onde já constavam Síria, Líbia, Iraque. Também fazia parte das guerras por petróleo dos EUA manter governos fantoches na Arábia Saudita e na Ucrânia.

Após 20 anos de guerra e um gasto absurdo de 3 trilhões de dólares finalmente os EUA sucumbiram no Afeganistão. Esta derrota tem significado em algo nos impacta diretamente: o preço do petróleo.

A queda na incidência global do coronavírus e as tensões geopolíticas no Oriente Médio podem impulsionar os preços do petróleo. Uma preocupação para nós trabalhadores comuns que pagamos pelo combustível dos nossos carros, pela energia em nossas casas e pelos alimentos transportados sob consumo de combustíveis não é injustificada.

O ambiente desfavorável da pandemia com surtos em vários países importantes que afetam a procura do petróleo, provoca quedas no seu preço. Contudo, um relaxamento das cotas OPEP + é improvável no momento, porém, no longo prazo, com a diminuição da incidência global de coronavírus, é concebível que a aliança efetivamente considere essa opção, que poderia exercer alteração nos preços do petróleo.

O mercado de petróleo com as organizações como a Agência Internacional de Energia (EIA) e a Opep mantêm perspectivas favoráveis ​​para a demanda global por ouro negro. As estimativas de demanda de agosto para 2021 e 2022 permaneceram inalteradas, sugerindo uma perspectiva positiva para o mercado, mesmo em face de novos surtos de coronavírus em todo o mundo devido a variante Delta.

O aumento das tensões geopolíticas no Oriente Médio também serão fatores importantes uma vez que a escalada do conflito entre Israel e Irã é fator adicional aos preços do petróleo, o que pode causar interrupções no fornecimento do petróleo.

Com relação à estrutura do mercado de futuros de petróleo bruto, o feedback já existe há algum tempo. Contudo, os spreads entre os contratos de longo e curto prazo diminuíram acentuadamente, com números indicando um enfraquecimento gradual do interesse dos participantes do mercado nos contratos de petróleo.

Levando esses fatores em consideração, a agência Prime acredita que o Brent será negociado na faixa de US$ 68-72/barril nos próximos dias. Enquanto a previsão é de 67-72 dólares/barril no final do terceiro trimestre, 65-70 dólares/barril no final de 2021 e 63-68 dólares/barril no horizonte de 12 meses.

No Brasil as perspectivas não são nada boas. A Petrobras deixou de ser uma companhia estatal com propósito de desenvolver o país. Passou a ser, no atual governo, uma fonte de lucros para investidores estrangeiros.

O Conselho de Administração da Petrobrás de antecipou a remuneração dos acionistas relativa ao exercício de 2021, no valor de R$ 31,6 bilhões. É mais um golpe do governo Bolsonaro contra a estatal”, pois, do total, a União receberá R$ 11,6 bilhões, menos da metade. “O restante será distribuído entre os acionistas, majoritariamente estrangeiros”. É o maior montante de dividendo já pago pela empresa.

É por isso que nós continuaremos a ver o combustível subir praticamente toda a semana nos postos de combustíveis. É para poder pagar esta remuneração bilionária aos estrangeiros. Desde o início de 2021, o governo Bolsonaro já aumentou em 46% o preço da gasolina nas refinarias, em 40% o do diesel e em 38% o preço do GLP (gás de cozinha).

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RG15/O Impacto

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