A questão fundiária e o desenvolvimento regional

Por José Ronaldo Dias Campos

A questão fundiária local traduz-se em um seríssimo problema a dificultar a implantação de indústrias em Santarém. A insegurança jurídica afasta investidores pela complexidade e risco na aquisição de adequadas áreas para edificação de suas sedes, inibindo o desenvolvimento e a geração de emprego.

A União, o Estado e o Município não conversam para a resolução amistosa do impasse, objetivando viabilizar a segura aquisição imobiliária, atraindo investidores para a nossa região. Sem falar no INCRA, ITERPA, IBAMA, ICMBIo e órgãos congêneres que criam mais embaraços que solução, afastando o capital externo e inibindo o desenvolvimento sustentável.

Tomo como exemplo, para não ser cansativo, porquanto não se trata de caso isolado, o sacrificado “Hotel de Selva Tapajós Amazon Lodge”, inaugurado há mais de duas décadas e que se encontra apodrecendo em razão da posterior criação da RESEX Tapajós-Arapiuns, que inviabilizou a sua continuidade, sob a alegação de defeito ou vício na aquisição da área em um passado remoto. Questão complicada, destacadamente por envolver estrangeiro, que induzido a erro pela fé pública do documento fornecido pelo Cartório de Registro de Imóveis, que dava como boa a aludida propriedade no momento do ato translativo, adquiriu dito empreendimento, hoje com prejuízo incalculável, pois perdeu tudo o que investiu.

O nosso esperado Parque Industrial, sob a direção da Associação Comercial e Empresarial de Santarém, sofre com o mesmo problema, em razão de não conseguir documentar, por questões burocráticas, as áreas que lhe interessam.

Dito isso, quem terá coragem de investir em Santarém com a insegurança reinante? E vejam que eu não me reportei à falta de incentivo governamental!

RG15/O Impacto

4 comentários em “A questão fundiária e o desenvolvimento regional

  • 7 de outubro de 2021 em 09:29
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    Militantes tomam conta de MP e demais órgãos…nao existe melhor programa social que o EMPREGO !!!
    Temos q mudar essa mentalidade retrógrada

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  • 6 de outubro de 2021 em 20:34
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    Excelente texto. Os governantes devem ler esse artigo. Vou compartilhar

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  • 6 de outubro de 2021 em 16:21
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    Sou vítima dessa situação comprei uma área no Barrio alvorada para possível instalação de uma fábrica de ração animal antes de concluir a documentação fui desapropriado pela prefeitura até hoje estou na justiça para receber

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    • 6 de outubro de 2021 em 18:42
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      Com toda razão o ilustre advogado. Santarém e o Oeste do Pará são reféns de visões e intervenções medíocres e insanas.
      E o pior é perceber que há uma orquestração dantesca em prol do retrocesso. E tal orquestra espúria tem no MPF e ONGs de todos os rincóes, seus maestros insanos e inconsequentes.

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