Ato despótico

Por José Ronaldo Dias Campos*

No passado, ao tomar conhecimento da alteração do nosso horário, por imposição legal, manifestei-me imediatamente contra, irresignado com o ato despótico do Estado, conforme postagem datada de 25/04/2008, no Blog do Jeso, esperando receber irrestrito apoio dos santarenos.

Não foi o que ocorreu. Com exceção do médico Erik Jennings, os demais interagiram apenas para criticar a minha reação. O assunto não mereceu a devida atenção das classes política, empresarial, estudantil etc, que silenciaram a respeito de tema.

A lei editada, conterrâneos, como dito alhures, não mudou somente o nosso horário, mudou também os nossos hábitos, nossos costumes, nossas vidas. Fiquei até mais velho (uma hora) por obra de um ato legislativo. É a lei dos homens mudando a lei da natureza.

Como não tive alternativa, acostumei-me com o novo horário, mas continuo não aceitando a desrespeitosa mudança, que contou com o beneplácito dos nossos representantes políticos no Congresso Nacional, infelizmente.

Mais tarde, depois da norma em vigor, ajustado o meu relógio biológico, surgiu no seio da sociedade um abaixo-assinado idealizado pela Igreja Católica objetivando o retorno ao horário original, naturalmente perfeito como devisor do tempo.

Agora é tarde, Inês é morta! Ou será que ainda é possível reverter a situação?

O Impacto

Um comentário em “Ato despótico

  • 8 de abril de 2022 em 12:30
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    Concordo em parte com o ponto de vista do senhor, mas é necessário realizar um plebiscito sobre esta mudança de horário, como ocorreu no Acre no mesmo ano e sobre o mesmíssimo assunto.

    Resposta

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