Justiça impõe prazo para Equatorial melhorar serviço em município do Pará

Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) obteve decisão parcialmente favorável na justiça em sede de pedido liminar em Ação Civil Pública contra a Equatorial Pará Distribuidora de Energia S.A., diante de graves falhas na prestação do serviço de fornecimento de energia elétrica no município de São Domingos do Capim. A ação decorre do Inquérito Civil nº 000360-061/2020, instaurado após denúncia da Procuradoria do Município, relatando interrupções constantes e oscilações no fornecimento de energia.

De acordo com a peça, os problemas registrados entre os dias 12 e 16 de dezembro de 2020 comprometeram diretamente a vida da população. A cidade ficou sem abastecimento de água por quase uma semana, devido à queima da bomba elétrica responsável por levar água à rede, danificada pelas oscilações de energia. A administração municipal foi obrigada a alugar um gerador para suprir a necessidade da população, o que gerou custos adicionais ao poder público.

Além disso, o MPPA destacou que as falhas no fornecimento de energia persistem até os dias atuais, com base em painéis de desempenho que demonstram baixa qualidade dos serviços da distribuidora na região.

A decisão liminar proferida pela Justiça deferiu parcialmente o pedido de tutela de urgência, determinando que a Equatorial comprove, no prazo de 60 dias, a regularidade dos indicadores técnicos DEC (Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora) e FEC (Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora), de acordo com os parâmetros definidos pela ANEEL. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 500, limitada a R$ 50 mil.

A empresa também deve obedecer aos prazos legais para atendimento de solicitações como ligações novas e aumento de carga elétrica, inclusive nos casos que envolvam obras de ampliação da rede.

O Impacto com informações do MPPA

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