Porta-aviões americanos no Lago Paranoá: a farsa democrática brasileira
Por Carlos Augusto Mota Lima – Advogado Criminalista, Especialista em Segurança Pública
Ditadores não recuam, não se arrependem — agem como psicopatas, embora esse comportamento nem sempre seja formalmente diagnosticado. Suas ações autoritárias são aplicadas em doses homeopáticas, como testes à resistência e à tolerância do povo. Essa é a nova face da tirania: apresenta-se como lobo em pele de cordeiro e veste verde e amarelo, empunhando faixas com dizeres como “Fora o Fascismo, Viva a Democracia”.
Essa nova modalidade de tomada do poder é arquitetada em laboratórios sociais, com múltiplas experiências e testes. No Brasil, por exemplo, tudo começou no julgamento do impeachment da presidente Dilma Rousseff, presidido pelo atual ministro da Justiça, à época ministro do STF. Naquele dia, dentro do Parlamento, a Constituição foi violentamente agredida, ao ser determinado, por Ricardo Lewandowski, o afastamento da presidente com a simultânea manutenção de seus direitos políticos. Foi um golpe jurídico sem precedentes — um atentado à norma constitucional cometido dentro da própria casa que a criou.
A partir daquele momento, a Carta Magna passou a ser utilizada como instrumento de tiranos; seu nome invocado em vão para justificar violações sistemáticas em nome da “defesa da democracia brasileira”. Essas ações — que incluem perseguições, prisões políticas, violações de direitos humanos e até crimes contra a humanidade — foram sendo testadas e aprimoradas.
O primeiro grande teste foi a derrubada de uma presidente impopular, com a manutenção de seus direitos políticos: uma vitória simbólica para a nova tirania. O laboratório voltou a funcionar. Logo se depararam com um fenômeno inesperado: Jair Messias Bolsonaro, que crescia como um furacão no cenário político, gerando temor entre os arquitetos do novo regime.
A solução foi ousada: reabilitar o ex-presidente Lula. Mesmo condenado em todas as instâncias do Judiciário, teve seus processos anulados por um ato monocrático do ministro Edson Fachin, sem fundamentação jurídica plausível. Um gesto imoral, ilegal, abusivo e atentatório à democracia, que contou com a omissão do Congresso, o silêncio da grande mídia e o aplauso de militantes sem senso crítico. Tudo foi calculado.
Com Lula novamente elegível, o PT e o STF aceleraram os passos. Tinham a certeza de que poderiam tudo. Mas, mesmo reabilitado, Lula não conseguia despertar apoio popular. Bolsonaro, como um terremoto, deixava marcas profundas, enquanto seu adversário aparecia em locais controlados, com público reduzido.
Foi nesse contexto que surgiu o plano de eliminar fisicamente Bolsonaro. O atentado sofrido por ele durante a campanha de 2018 permanece mal explicado. O mentor intelectual da esquerda, José Dirceu, chegou a afirmar que “o plano falhou”. Provas foram ignoradas pelo STF, que inclusive impediu a perícia nos celulares de Adélio Bispo, que permanece em silêncio absoluto.
O episódio de 8 de janeiro escancarou a manipulação. Imagens mostram militantes, inclusive militares, facilitando a entrada nos prédios públicos. O então ministro Flávio Dino se recusou a liberar as gravações das câmeras de segurança. Mas o inimigo público número um continuava sendo Bolsonaro. Muitos que participaram daquela movimentação um dia poderão revelar quanto receberam para colocar inocentes na cadeia — mas, por ora, o silêncio é uma questão de sobrevivência.
A campanha eleitoral de 2022 seguiu desequilibrada. Lula, sem apoio popular, foi blindado; Bolsonaro, perseguido. O Judiciário assumiu papel protagonista, abandonando a imparcialidade. A suspeição foi lançada, corroendo a credibilidade do processo eleitoral e das instituições.
Com a eleição consumada, o avanço do Judiciário tornou-se desenfreado. Alexandre de Moraes, agora verdadeiro “superministro”, passou a legislar, executar e julgar. O episódio recente da suspensão, por decisão monocrática, da derrubada do decreto sobre o IOF é uma prova cabal: o Congresso está de joelhos, e o Brasil vive sob um poder moderador informal, concentrado em um único homem.
O cinismo e a percepção de poder absoluto eliminaram qualquer filtro. De um lado, Lula age como um ditador amparado pelo STF. Do outro, Moraes interfere em assuntos internos e internacionais, criando normas conforme a conveniência política.
O ápice foi a crise diplomática gerada com os Estados Unidos. O presidente Lula, à semelhança de Nicolás Maduro, atacou Donald Trump em discursos populistas. Em resposta, Trump sugeriu sanções contra membros da Suprema Corte brasileira, o que foi tratado com desdém por ministros. Alexandre de Moraes ironizou: “Só terei receio quando Trump mandar porta-aviões ao Lago Paranoá”.
Mas repúblicas de bananas não exigem porta-aviões. Pequenas sanções bastam. Com a imposição de tornozeleira eletrônica a Bolsonaro e a nova ofensiva judicial contra ele, começaram as reações. A revogação de passaportes é apenas o início.
É improvável que o plano de prender Bolsonaro se concretize sem fortes consequências. Isso pode ser o tiro no pé que comprometerá Lula e sua reeleição. As pesquisas manipuladas já apontam vitória do ex-condenado contra qualquer adversário — o mesmo cenário fabricado da eleição anterior.
Parabéns ao presidente Donald Trump e a todos os que, de fato, lutam contra o fascismo. Uma coisa é certa: nunca subestime o inimigo, especialmente quando você é uma formiga tentando brigar com um elefante.
Nota sobre o Autor
Advogado regularmente inscrito na OAB/PA sob o nº 4725. Professor de Direito Penal, com Pós-Graduação em Ciências Penais com Extensão ao Magistério Superior; Pós-Graduação em Direito Constitucional; MBA em Segurança Pública pela Faculdade Cândido Mendes – RJ; Pós-Graduação Lato Sensu em Segurança Pública pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – PUCRS. Ex-Delegado de Polícia Civil e ex-Defensor Público.
O Impacto



Belo artigo .parabens Dr Carlos .
Quem torce pelo inimigo, o idolatra, usa a sua bandeira e faz continência a ela, que comete crime de lesa pátria, e se diz patriota, é um baita cachorro VIRA LATA, um canalha, um delinquente que merece não somente uma tornozeleira, mas sim a cadeia. O pobre brasileiro que se diz de direita, tem que deixar desse complexo de vira lata, se tem um cafajeste querendo nos impor tarifas, devemos sim responder da mesma forma, não ficar coitadinhos e na posição de “quatro” como querem alguns insanos e medíocres “patriotas FAJUTOS”. Por fim, o Brasil tem dono, o Brasil é dos brasileiros. Não devemos jamais deixar que um outro país venha despejar seus dejectos fecais em nossas cabeças e ainda ficarmos bantendo palmas, isso é coisa de patriota OTÁRIO.
orgulho de ter sido seu aluno Professor Carlos Mota. Está difícil encontrar no meio jurídico e acadêmico pessoas de coragem pra denunciar o que está acontecendo. Hoje sou Oficial de Justiça aqui no Estado.