Brasil no tarifaço: entre a ideologia e o interesse nacional

Por Manoel Chaves Lima – Advogado tributarista e trabalhista, inscrito na OAB/PA nº 7677, com mais de 26 anos na advocacia cível

Como cidadão idoso, com mais de 76 anos e amor incondicional ao Brasil, tenho observado, com tristeza e inquietação, a forma como nosso país está lidando com questões internacionais cruciais, como o recente tarifaço imposto pelos Estados Unidos a vários países, incluindo o Brasil.

O governo americano impôs tarifas severas a 25 países. Dentre eles, mais de 10 já negociaram e conseguiram acordos, como a União Europeia, que reduziu tarifas de 30% para 15% em troca de investimentos de 600 bilhões de dólares nos EUA. O Japão também fez o mesmo, com investimentos de 550 bilhões.

Enquanto isso, o Brasil parece estar paralisado, sem articulação diplomática eficiente e com barreiras ideológicas impedindo o avanço de negociações que poderiam garantir investimentos e parcerias estratégicas.

A carta enviada pelos EUA, apontando as razões da tarifação e sugerindo um caminho de diálogo, foi devolvida pelo governo brasileiro, num gesto que, no mínimo, parece pouco responsável diante dos interesses nacionais. Estamos perdendo tempo — e oportunidades.

Além disso, o governo insiste em priorizar pautas internacionais como ESG e economia verde, mas negligencia a exploração racional de riquezas próprias, como o petróleo da margem equatorial, que poderia impulsionar o desenvolvimento nacional.

O Brasil precisa de um governo que coloque o país acima de ideologias e que saiba negociar com pragmatismo e soberania. Não se trata de ser de direita ou esquerda, mas de ser brasileiro, com foco no que interessa de fato ao povo: trabalho, investimento, progresso.

O tempo urge ou reagimos com maturidade, ou ficaremos para trás, novamente.

 

O Impacto

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