Maternidade Municipal de Itaituba: sonho ou pesadelo?
A construção da Maternidade Municipal de Itaituba, que era para ser um sonho, tem se transformado em um verdadeiro pesadelo. Iniciada em 2020 pelo então prefeito municipal de Itaituba, Valmir Clímaco de Aguiar, a obra está abandonada há cinco anos.
A construção, que começou com recursos próprios do município e mão de obra da empresa JJP-CONSTRUÇÕES, recebeu um reforço financeiro em 2021. Isso se deu por meio de um convênio assinado pelo Governo do Estado com o Município de Itaituba no valor de R$ 3.608.982,13. O município entrou com uma contrapartida de R$ 400.998,03.
Em 2022, o município contratou a empresa Itapacurá Park e Residence Ltda. (CNPJ/MF Nº 15.595.855/0001-14) para executar a obra pelo valor de R$ 4.001.776,13. Conforme o contrato, a obra deveria ter iniciado em 20 de abril de 2022 e finalizado em 13 de agosto de 2023. No entanto, a placa afixada informa que a vigência do contrato era de 05/05/2022 a 05/05/2023, com prazo de 360 dias. Hoje, já se passaram mais de dois anos da data de conclusão. Estamos em julho de 2025, e a obra continua abandonada, sem trabalhadores e com o mato tomando conta.
Nossa reportagem procurou o ex-vereador Peninha para saber se ele tinha conhecimento do abandono da obra ao longo dos anos. O ex-vereador afirmou que sim e que, inclusive, já havia denunciado a situação no Plenário da Câmara.

Peninha lembrou que foi um dos idealizadores da construção da Maternidade Municipal de Itaituba. O Projeto de Lei 053/2020, de sua autoria, denominou a futura Maternidade Municipal de Edilson Dias Botelho, em homenagem ao ex-prefeito Botelho, que era médico e tinha uma grande paixão por Itaituba.
Agora, frisou Peninha, seria interessante solicitar informações do Governo do Estado para saber se o Estado realmente repassou o valor de R$ 3.608.982,13 ao município. Na época em que era vereador, ele lembra ter pedido informações à Secretaria Estadual de Saúde, mas até hoje não obteve resposta.

Inclusive, Peninha vai formalizar uma denúncia no Ministério Público Estadual pedindo providências, uma vez que se trata de verbas estaduais na obra. “Temos que dar um basta nisso. Vem dinheiro para fazer uma obra e ela não é feita. E fica por isso mesmo. Quem é prejudicado é a população, que precisa do serviço público”, disse Peninha à nossa reportagem.
Enquanto isso, a obra continua abandonada e com muito serviço a ser feito.
O Impacto


