OAB-PA repudia tentativa de deslegitimar processo seletivo do Quinto Constitucional
Desta vez, a tentativa de ataque ultrapassou os limites da razoabilidade e da ética jornalística. Acusações infundadas foram direcionadas à vice-presidente da entidade, Brenda Araújo, envolvendo suposta ingestão de bebida alcoólica durante a sessão de arguição dos candidatos. A narrativa se constrói a partir de um recorte de vídeo descontextualizado, em que aparece com sua filha de apenas 2 anos – cuja imagem foi exposta de forma sensacionalista.
A verdade é simples: em uma sessão longa, que durou mais de 12 horas, a conselheira consumiu uma bebida estimulante não alcoólica (energético), compartilhada entre colegas no Plenário. Ao conversar com a filha, usou o termo “drink” em tom lúdico, comum entre mães e pais, para explicar que se tratava de algo que a criança não podia tomar. A presença da filha no Plenário, aliás, se deu justamente pela longa duração da sessão, que ultrapassou o previsto. Mães que conciliam o exercício profissional com a maternidade merecem empatia, e não julgamentos distorcidos.
Houve, ainda, insinuações de que outros diretores estariam bebendo e brindando na reunião do Conselho, fato impossível de ocorrer dentro de uma sessão solene, na presença de mais de 100 pessoas, sem que haja uma testemunha sequer para confirmar.
Infelizmente, este episódio se soma a uma série de ataques que vêm sendo desferidos contra a OAB-PA com o único objetivo de gerar instabilidade institucional e comprometer a credibilidade de um processo conduzido com lisura, pluralidade e participação efetiva da classe. Quando a crítica ultrapassa a fronteira do debate legítimo e passa a atacar pessoas – especialmente mulheres e mães – com base em distorções e insinuações maliciosas, é a própria democracia interna da advocacia que está sob ataque.
O presidente da OAB-PA, Sávio Barreto, comunicou ao Conselho que os ataques estão sendo feitos por parte da mídia que está comprometida (ou paga) pelos interesses das forças contrariadas com a ausência de um candidato que não foi aprovado no Conselho em uma disputa legítima, onde sempre haverá vencedores e perdedores, dada a qualidade de todos os postulantes que se apresentaram à eleição.
A OAB-PA permanecerá firme na defesa da verdade, da honra de seus dirigentes e da integridade institucional, e informa que todas as medidas jurídicas cabíveis já estão sendo tomadas. Não aceitaremos que interesses externos ou motivações político-pessoais tentem desqualificar um dos processos mais transparentes e concorridos da história recente da advocacia paraense.
Belém, 1º de julho de 2025
Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Pará


