Obra do Colosso do Tapajós: uma odisseia de promessas e desprezo pelo futebol santareno

Enquanto o futebol santareno mostra sua força, dedicação e garra na luta pela elite do Parazão, com São Raimundo e Amazônia Independente conquistando vitórias importantes na semifinal da Série A2, uma sombra paira sobre os gramados imaginários: o descaso persistente com as obras do estádio Colosso do Tapajós.

A contradição é gritante: nossos times avançam, mas são obrigados a jogar longe de casa, em um exílio esportivo que custa caro e parece não ter fim.

A novela do Colosso do Tapajós, que já se arrasta por anos, tem se tornado um símbolo de ineficiência e frustração. No início deste ano, um sopro de esperança surgiu com o anúncio governamental da tão esperada retomada das obras. No entanto, a realidade revelada por imagens de drone e apurações jornalísticas é desoladora: o que deveria ser um canteiro de obras em pleno vapor mais parece um elefante branco em câmera lenta, com uma lentidão que beira a inércia.

Recentemente, o programa “Rolando a Bola”, comandado pelo jornalista Ivaldo Fonseca, trouxe à tona o cenário lamentável. A desculpa agora seria a “falta de profissionais capacitados para as diversas funções”. Uma alegação que, se confirmada, não faz outra coisa senão reforçar a percepção de incompetência no planejamento e na execução de um projeto de tamanha envergadura para o esporte regional.

Essa situação impõe um fardo financeiro exorbitante aos clubes santarenos que arcam com pesados custos de passagens, hospedagens, alimentação, e salários de atletas para atuar fora de seus domínios. A ausência de um estádio que deveria ser orgulho e a casa dessas equipes as forçadas a lutar pela sobrevivência em condições adversas.

Assim, a torcida permanece desacreditada e com a paciência esgotada. As perguntas que ecoam nas arquibancadas fantasmas: quando o Colosso será entregue? Será uma entrega apressada e pela metade, visando o ano eleitoral?

A credibilidade das promessas se desfaz como fumaça, e o clamor por respostas claras e a urgente sobre a conclusão do Colosso do Tapajós é a esperança de que o esporte santareno possa, enfim, ter o palco que merece.

O Impacto

Um comentário em “Obra do Colosso do Tapajós: uma odisseia de promessas e desprezo pelo futebol santareno

  • 24 de julho de 2025 em 07:52
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    Santarém já foi celeiro de craques, hoje é quase impossível um jovem da região conseguir espaço. As 2 maiores forças do futebol santareno só sobrevivem por amor de alguns abnegados. Helder Barbalho e os prefeitos que governaram a cidade nada fizeram. Nelio Aguiar nunca chutou uma bola, e não tem a dimensão do que o futebol representa ora uma cidade. Uma vergonha.

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