Operações fluviais no Pará tiram mais de 2 toneladas de drogas de circulação
Parte de uma ação mais abrangente para a segurança pública do Pará que inclui parcerias com a Secretaria da Fazenda e a Adepará, as Bases Fluviais, ao combinar tecnologia e mobilidade, têm se mostrado um interessante modelo de inovação e adaptação das forças de segurança públicas às necessidades das regiões mais distantes do Pará.
Apenas no primeiro semestre de 2025, as Bases Fluviais “Antônio Lemos”, em Breves, no Marajó, e “Candiru”, em Óbidos, no Baixo Amazonas, registraram um expressivo número de apreensões e prisões, como parte de um esforço contínuo para reduzir a criminalidade nas áreas ribeirinhas e de difícil alcance. Durante esse período, as equipes realizaram 1.129 abordagens a embarcações, resultando na apreensão de 2 toneladas de drogas, 839 metros cúbicos de madeira ilegal e 2 toneladas de pescado. Além disso, 52 pessoas foram presas, sendo 26 em flagrante delito e 26 por mandados judiciais.
“Fechamos o primeiro semestre da atuação das Bases Fluviais Integradas no Pará, a Base “Candiru” em Óbidos; a base “Antônio Lemos” no Marajó, com resultados fantásticos, tendo a apreensão de duas toneladas de drogas, mais de duas toneladas de pescados transportados ilegalmente”, disse Ualame Machado, secretário de Segurança Pública e Defesa Social.
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Dono de uma das maiores malhas fluviais do mundo, o Pará tem em seu tamanho um desafio constante. Com centenas de rios e canais que cruzam regiões remotas, as forças de segurança enfrentam um cenário de dificuldades logísticas e de mobilidade para efetuar as fiscalizações e controle dessas áreas. Por isso, a presença do estado é muitas vezes intervalada o que abre espaço às ações de facções criminosas.
As Bases Fluviais, portanto, têm se mostrado soluções interessantes e até certo ponto inovadoras a esses desafios ao permitir uma fiscalização e ação de resposta eficaz em regiões distantes e de difícil acesso ao operarem diariamente e voltadas à prevenção e repressão do tráfico de drogas e a exploração ilegal de recursos como madeira e pescado, crimes que afetam não apenas o meio ambiente como também a economia local, que depende dos rios para o transporte e a subsistência de suas comunidades.
A expansão da estratégia de segurança e seus desafios
Apesar da expectativa otimista dos números apresentados pela Segup, esse modelo de segurança pública ainda enfrenta desafios. A urgência por mais recursos, a formação de agentes especializados e melhores condições de infraestrutura são questões presentes e que ainda precisam de solução.
A instalação de uma nova base fluvial, dessa vez no chamado Furo do Capim, em Abaetetuba, é outro esforço no sentido de, se não vencer, ao menos transpor essas dificuldades. Batizada de “Baixo Tocantins”, essa nova base espera ampliar as operações de fiscalização e segurança. Esse novo pólo de segurança espera fortalecer a segurança nas regiões de próximas a Abaetetuba e Barcarena, essenciais para o transporte e escoamento de mercadorias no estado.
“Nós vamos ampliar a atuação das bases fluviais com a inauguração da terceira Base Integrada Fluvial, que ficará próximo ao Furo do Capim, no limite dos municípios de Abaetetuba e Barcarena, para que a gente possa completar essa estratégia fluvial e assim poder garantir ainda mais a segurança dos nossos rios e dos paraenses”, promete Ualame Machado, titular da Segup.
Com o fortalecimento da estratégia e a instalação desta terceira base fluvial, o governo do Pará reafirma seu compromisso com a segurança pública e com o esforço de reverter parte da sensação de abandono histórico que as populações ribeirinhas enfrentaram ao longo das décadas.
Por Rodrigo Neves com informações da Segup e Agência Pará
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