O ódio do bem: quando a morte vira comemoração
Por Carlos Augusto Mota Lima – Advogado Criminalista
Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, é jornalista, escritor, tradutor e youtuber brasileiro, nascido em Porto Alegre em 30 de maio de 1958. Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), atuou em veículos como O Estado de S. Paulo, TV Cultura e Rede Globo. É autor de diversas obras que abordam a história do Brasil de forma acessível e envolvente. Sua coleção Terra Brasilis, composta por livros como A Viagem do Descobrimento e Náufragos, Traficantes e Degredados, tornou-se referência no ensino de história para o grande público. Atualmente, comanda o canal Buenas no YouTube.
Recentemente, Eduardo Bueno esteve no centro de uma polêmica após comemorar a morte do ativista norte-americano Charlie Kirk em suas redes sociais. Como consequência, a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) cancelou uma apresentação que ele faria na instituição.
O que esse professor falou em vídeo gravado é digno da repulsa e indignação de todos os brasileiros. Bueno representa o pior da esquerda, que tomou conta do poder no Brasil. Situação semelhante já havia ocorrido em 2015, quando o professor Mauro Iasi, docente da UERJ e ex-candidato à presidência pelo PCB, recitou o poema Perguntas a um homem bom, de Bertolt Brecht, em que sugeria como resposta do Estado às pessoas de direita “um bom paredão”, “uma boa bala” e “uma boa cova”.
A fala gerou ampla repercussão e muitos interpretaram suas palavras como incitação à violência política. Iasi, por sua vez, alegou estar apenas citando uma obra literária em contexto político. Ainda assim, o episódio levantou debates sobre liberdade de expressão, interpretação de textos e limites do discurso político.
Esses intelectuais, no entanto, transformam a literatura em arma ideológica, incitando ódio. A influência que exercem sobre jovens universitários é nociva. Ideologias totalitárias que já destruíram milhões de vidas mundo afora continuam sendo defendidas dentro das universidades brasileiras, que hoje se tornaram, em muitos casos, espaços de militância, consumo de drogas e desrespeito, em vez de centros de ensino e pesquisa.
A pergunta que se impõe é: como um intelectual que se propõe a ensinar história pode comemorar publicamente a morte brutal de um jovem ativista como Charlie Kirk? O que pensam seus filhos e familiares diante de tamanho brutalidade? Que exemplo é esse?
Vale lembrar episódio recente em que a filha do ministro Luiz Edson Fachin (não atoa anulou todas às condenações de Lula), participou de ato violento na Universidade Federal do Paraná, hostilizando o advogado criminalista Jeffrey Chiquinhi, impedido de ministrar palestra. Onde estava o reitor? Certamente ao lado do grupo que transformou a instituição em espaço de vandalismo e intimidação.
Não se trata de casos isolados. Universidades são dirigidas por reitores escolhidos politicamente, alinhados ao governo e a ideologias que rejeitam democracia, capitalismo, pátria e família. Vivem na contradição: pregam socialismo e ódio à riqueza, mas usufruem de carros de luxo, viagens internacionais e privilégios bancados com dinheiro público.
Enquanto isso, a população segue abandonada à violência e à corrupção de políticos que enriquecem ilicitamente e enviam seus filhos para estudar no exterior, em países capitalistas que tanto criticam. O caso de Eduardo Bueno, sua postura é grave ao comemorou a morte de um jovem que defendia valores morais e familiares. Quais os interesses que representa? Que exemplo pôde dar aos seus alunos? A questão que se coloca é: se fosse seu filho, reagiria da mesma forma? Gravaria vídeo debochando, rindo e aplaudindo a morte em defesa do bandido, vítima do Estado? Certamente não.
Até o momento, o governo brasileiro não emitiu nota oficial sobre o assassinato de Charlie Kirk. O silêncio aos cúmplice, reforçando a ideia de que há um “ódio do bem” quando parte da esquerda ataca adversários. Autoridades americanas, como o ex-presidente Donald Trump, reagiram ao episódio.
Já o Supremo Tribunal Federal (STF), que incluiu inúmeros cidadãos de direita no Inquérito nº 4781 das Fake News, não tomou qualquer medida em relação às declarações de Bueno. Não há registro de inclusão de seu discurso, claramente incitador de ódio, na investigação.
Essa omissão revela um padrão preocupante: discursos violentos da esquerda são tratados como “opinião” ou “liberdade de expressão”, enquanto qualquer palavra da direita é perseguida e criminalizada. É essa seletividade que mina a confiança da população nas instituições.
No fim, a vida cobra seu preço. O ditado diz: “não há quem cuspa para cima que não lhe venha na cara”. A lei do retorno é implacável. Quem hoje comemora a morte alheia pode, um dia, chorar pela perda de um filho ou de um ente querido.
Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, representa o que há de mais repugnante no discurso público: o deboche diante da morte de um ser humano é uma demonstração de menosprezo a vida humana. Por isso, merece a repulsa da sociedade brasileira.
Sobre o autor
Advogado criminalista, inscrito na OAB/PA sob o nº 4725. Ex-professor de Direito Penal da Universidade da Amazônia (UNAMA) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Santarém. Pós-graduado em Ciências Penais, Direito Constitucional e Segurança Pública. Ex-delegado de Polícia Civil, tendo exercido a função de Delegado Regional e Corregedor Regional do Oeste do Pará, além de ex-Defensor Público do Estado.



E o que dizer daquela corja que estava no desgoverno passado, que faziam alarmados elogios ao açougueiro e carniceiro ustra, símbolo das atrocidades durante a ditadura militar ??????