SANTARÉM, TERRA DO EMPREENDEDORISMO E DE OPORTUNIDADES
Por Alberto Oliveira, empresário e Presidente do Sindilojas
O desenvolvimento do município de Santarém, situado entre os rios Tapajós e Amazonas, foi fortemente impulsionado pela migração nordestina e pela força empreendedora de seu povo. A partir da década de 1940, famílias vindas do Ceará, Maranhão e Piauí chegaram à região em busca de melhores condições de vida, estimuladas pelas políticas de interiorização implementadas durante o governo Vargas. Esses migrantes tiveram papel essencial na formação das primeiras colônias agrícolas do Planalto Santareno, com destaque para a região que, à época, correspondia ao distrito de Mojuí dos Campos, hoje município emancipado, onde introduziram práticas produtivas, criaram comunidades e fortaleceram as bases sociais e econômicas de Santarém. Nas décadas seguintes, especialmente a partir dos anos 1960, com os programas de colonização do INCRA e a abertura da rodovia BR-163, Santarém passou a integrar-se de forma mais expressiva à economia nacional e a consolidar-se como um importante centro de desenvolvimento no Oeste do Pará.
O avanço agrícola iniciado na década de 1990 conduziu à consolidação do agronegócio moderno, com a mecanização e o cultivo de grãos em larga escala, transformando Santarém em ponto estratégico do Arco Norte Logístico. O Porto de Santarém, integrado à BR-163 e às hidrovias amazônicas, consolidou o município como importante corredor de exportação e abastecimento da região Norte. Essa infraestrutura logística impulsionou a instalação de empresas, armazéns e centros de serviços, ampliando o dinamismo econômico regional.
Atualmente, os setores do comércio e dos serviços são os que mais geram emprego e renda em Santarém, respondendo pela maior parte do PIB municipal. O comércio varejista e atacadista, as novas plataformas digitais de vendas; eventos como a Feira Tapajós Negócios, aliado ao turismo e às atividades de prestação de serviços, movimenta a economia local e regional, atendendo não apenas à população urbana, mas também aos municípios do Baixo Amazonas. O turismo, impulsionado por Alter do Chão, pela rica gastronomia e pelo ecoturismo de base comunitária promove a diversificação econômica, valoriza a cultura regional e fortalece o setor de serviços.
Nas últimas décadas, o crescimento da construção civil tornou-se outro símbolo do vigor econômico santareno. A modernização urbana, a ampliação habitacional, os empreendimentos privados e as obras públicas estruturantes geraram milhares de empregos e valorizaram a cidade. Em conjunto com o agronegócio, o comércio e o turismo, a construção civil reforça a posição de Santarém como centro de investimentos e desenvolvimento sustentável no Oeste do Pará.
Santarém também se consolida como polo universitário e de inovação tecnológica, atraindo estudantes e pesquisadores de toda a Amazônia. O município abriga importantes instituições de ensino superior, como a Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA), a Universidade do Estado do Pará (UEPA) e diversos centros privados de educação e pesquisa. Esses espaços produzem conhecimento científico e tecnológico voltado às realidades amazônicas, fomentando a formação de profissionais qualificados e o desenvolvimento de startups, laboratórios e projetos de inovação. Essa dimensão acadêmica e tecnológica amplia a capacidade de Santarém de gerar soluções sustentáveis, fortalecer a economia criativa e impulsionar novos modelos de negócios baseados em ciência e tecnologia.
Hoje, Santarém se destaca como uma cidade empreendedora, moderna e estratégica, onde tradição e inovação caminham lado a lado. Sua trajetória, desde o período da exploração das “drogas do sertão” até a fase atual, impulsionada pela migração nordestina, reflete um exemplo de superação e progresso. Com infraestrutura em expansão, ambiente favorável aos negócios e posição logística privilegiada, Santarém consolida-se como terra do empreendedorismo e de oportunidades, projetando-se como um dos mais promissores polos econômicos, científicos e humanos da Amazônia contemporânea.
O Impacto


