SARAU CULTURAL REÚNE ESCOLA, FAMÍLIA E COMUNIDADE PARA SOCIALIZAR APRENDIZADO E VALORIZAR A CULTURA NEGRA

Promover a educação antirracista por meio de manifestações artísticas e culturais que valorizem a diversidade étnico-racial e a identidade cultural das crianças do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Nasaré do Socorro Ramos Rodrigues. Esse é o objetivo geral da ação realizada na sexta-feira (14) pela unidade educacional localizada no bairro Ipanema. A iniciativa busca combater o racismo estrutural por meio de práticas pedagógicas que incentivem a reflexão crítica e fortaleçam o protagonismo dos estudantes na luta pela igualdade racial.

A programação reuniu alunos, familiares, servidores e a comunidade em geral, com atividades como leitura e dramatização de contos africanos e afro-brasileiros; oficinas de dança afro, capoeira e percussão; exposição de artes visuais (máscaras africanas, pinturas, colagens e releituras de artistas negros); além de apresentações musicais e poéticas e o desfile da beleza negra.

Responsável por introduzir a temática no Cemei, a educadora antirracista Beatriz Oliveira de Jesus, natural do Quilombo Saracura, destaca que o racismo é estrutural e atravessa todas as camadas da sociedade.

“A gente faz educação antirracista trabalhando todos os dias, porque o racismo é estrutural, ele acontece em todos os lugares. A nossa sociedade é racista, o Brasil é um país extremamente racista. Precisamos formar mais educadores antirracistas, porque o racismo pode acontecer em qualquer espaço: no portão, na hora de servir o lanche, na sala de aula, nas famílias”, pontuou.

A Educadora Antirracista Beatriz Oliveira de Jesus, natural do Quilombo Saracura é a responsável pela introdução do tema no Cemei. Para ela, o racismo é estrutural e acontece em todas as camadas da sociedade.

“A gente faz educação antirracista trabalhando todos os dias, porque o racismo ele é estrutural, ele acontece em todos os lugares, a nossa sociedade é racista, o Brasil é um país extremamente racista. A gente precisa formar mais educadores antirracistas porque o racismo pode acontecer em qualquer espaço, no portão, na hora de servir o lanche, na sala de aula, nas famílias”, pontuou.

Beatriz reforça ainda a importância de iniciar esse trabalho desde o primeiro dia de aula, com conteúdos diversos e alinhados à Lei nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

“É preciso formação para trabalhar com as crianças e também aprender sobre os direitos garantidos pela lei. Quando trabalhamos a educação antirracista desde o início e ao longo de todo o ano, as crianças aprendem a respeitar as diferenças, porque nós somos todos diferentes — e é preciso respeitar essas diferenças”, concluiu.

Beatriz reforça ainda a importância de iniciar esse trabalho desde o primeiro dia de aula, com conteúdos diversos e alinhados à Lei nº 10.639/03, que tornou obrigatório o ensino da história e cultura afro-brasileira nas escolas.

“É preciso formação para trabalhar com as crianças e também aprender sobre os direitos garantidos pela lei. Quando trabalhamos a educação antirracista desde o início e ao longo de todo o ano, as crianças aprendem a respeitar as diferenças, porque nós somos todos diferentes — e é preciso respeitar essas diferenças”, concluiu.

Ela relata que a abordagem do tema também ajudou a superar casos de preconceito e discriminação na própria unidade.

“Antes de trabalharmos efetivamente o tema, havia certa rejeição: muitas crianças não se identificavam como negras. Com o projeto, elas passaram a compreender e a valorizar suas identidades. Hoje o ambiente é mais harmonioso, elas respeitam e reconhecem a beleza do outro. Algumas crianças evitavam o convívio por conta da cor da pele, e hoje vemos que essa barreira foi superada graças ao trabalho desenvolvido”, comemorou.

Ela relata que a abordagem do tema também ajudou a superar casos de preconceito e discriminação na própria unidade.

“Antes de trabalharmos efetivamente o tema, havia certa rejeição: muitas crianças não se identificavam como negras. Com o projeto, elas passaram a compreender e a valorizar suas identidades. Hoje o ambiente é mais harmonioso, elas respeitam e reconhecem a beleza do outro. Algumas crianças evitavam o convívio por conta da cor da pele, e hoje vemos que essa barreira foi superada graças ao trabalho desenvolvido”, comemorou.

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