2026: A ELEIÇÃO QUE DEFINIRÁ SE O BRASIL VAI RESSURGIR OU SE ENTREGAR AO COLAPSO


Por Manoel Chaves Lima –  Advogado tributarista e trabalhista, inscrito na OAB/PA nº 7677, com mais de 26 anos na advocacia cível

O país chega à próxima eleição entre o rentismo e a sobrevivência nacional

O Brasil atravessará 2026 diante de um cenário que mistura colapso econômico, desalento social, destruição produtiva, desesperança dos jovens e uma classe política desconectada da realidade do povo e do país.

É um país exausto, com povo endividado, desesperançado — mas ainda não vencido.

  1. UM PAÍS NEGATIVADO, ENQUANTO OS BANCOS NADAM EM LUCROS RECORDES

Segundo SERASA e SPC, 71,37 milhões de brasileiros adultos — quase metade da população economicamente ativa — têm o CPF negativado. É a maior tragédia financeira desde que o país tem estatísticas modernas.

Enquanto isso, os três maiores bancos privados do país — Itaú, Bradesco e Santander — registraram R$ 21 bilhões de lucro apenas no segundo trimestre de 2025.

O povo quebra.

As empresas fecham.

Mas o sistema financeiro continua crescendo como se nada estivesse acontecendo.

E por quê?

Porque a política de juros altos não combate mais inflação — combate o povo, a produção e o trabalho.

A economia real sangra: mais de 8 milhões de empresas negativadas, recorde de recuperações judiciais e falências em 2025. O Brasil está sufocando quem trabalha para premiar quem especula, resultando em escândalos como esse do banco Master.

  1. OS JOVENS ESTÃO SENDO DESCARTADOS PELO PAÍS

Nenhum país sobrevive destruindo sua juventude. E o Brasil está fazendo isso, como se não existisse amanhã. Vejam os números abaixo.

O IBGE mostra taxas de desocupação/desemprego que beiram o absurdo:

– 14 a 17 anos: 26,4%

– 18 a 24 anos: 14,9%

– 25 a 39 anos: 6,5%

São 34 milhões de jovens que terminam seus estudos e encontram um muro:

01 – Não podem comprar um carro, uma casa, uma moto, não podem constituir família, não podem planejar o futuro;

02 – Tornam-se presa fácil de grupos criminosos, que oferecem aquilo que o Estado não oferece: renda, pertencimento e perspectiva.

Quando um país empurra sua juventude para o tráfico, o país está cometendo suicídio.

  1. UM ESTADO AUSENTE E UMA POLÍTICA QUE NÃO OUVE O POVO

Enquanto o país desaba, a classe política segue em outro universo: disputas internas, alianças improváveis, articulações vazias, acordos de bastidores e uma guerra por poder.

Não há projeto de país. Há projetos de poder.

O povo pede:

1 – Saneamento (100 milhões sem água tratada);

2 – Saúde digna;

3 – Segurança real;

4 – Educação transformadora;

5 –Emprego;

6 – Crédito acessível;

7 – Infraestrutura moderna.

E o que recebe? Slogans marqueteiros, promessas irreais e candidatos que decoram frases prontas, mas não estudam o Brasil, nem pensam no seu povo, nos seus jovens e seu futuro!

O abismo entre o povo e o sistema político nunca foi tão grande e tão alarmante.

  1. QUEM REALMENTE MANDA NO BRASIL?

Há uma engrenagem invisível — mas poderosa — formada por bancos, grupos financeiros, mercado especulativo, setores da mídia tradicional e interesses econômicos que operam para escolher os candidatos de 2026.

Eles não querem quem pensa no Brasil. Eles querem quem pensa neles.

O candidato ideal para esse sistema é aquele que:

1 – Não mexe nos juros;

2 – Não mexe nos lucros bancários;

3 – Não mexe no rentismo;

4 – Não mexe nos privilégios;

5 – Não mexe no modelo de país estagnado;

6 – Não investe em infraestrutura;

7 – Não investe em jovens;

8 – Não investe em indústria;

9 – Não investe em soberania e segurança nacional.

Querem alguém “compatível” com Faria Lima, FEBRABAN, bancos públicos e privados.

E o povo? O povo que se vire com filas, falta de saneamento, violência e desemprego.

O sistema trata o brasileiro como gado econômico:

puxa de um lado, empurra do outro, e mantém todos endividados, dependentes e sem capacidade de reação.

  1. O DILEMA FINAL: RENTISMO OU INVESTIMENTO?

A eleição de 2026 não é entre esquerda e direita.

Não é entre siglas antigas ou novas. Não é entre um nome e outro. A verdadeira disputa é esta: O Brasil continuará refém do rentismo ou ousará investir no futuro?

A escolha é brutal e simples:

Rentismo: juros altos, lucros bancários recordes, empresas quebrando, jovens sem futuro, economia travada, país estagnado.

Investimento: infraestrutura, saneamento, energia, logística, emprego, crédito produtivo, indústria, tecnologia, segurança pública, educação real, futuro para os jovens.

Essa é a encruzilhada histórica que o povo enfrentará em 2026.

  1. O BRASIL PRECISA ESCOLHER SE VAI RESSURGIR — OU SE AFASTAR DO FUTURO PARA SEMPRE

O Brasil já não aguenta mais improviso, incompetência, populismo de todas as cores, nem políticos profissionais que falam bonito e entregam pouco — ou nada.

O país precisa de:

1 – Estadistas, e não de marqueteiros e nem de candidatos e partidos alinhados com o rentismo;

2 – Líderes que conheçam o Brasil profundo, e não apenas Brasília;

3 – Coragem para enfrentar o sistema financeiro, e não para se ajoelhar diante dele;

4 – Compromisso com o investimento, e não com rentismo;

5 – Foco no jovem, e não no jogo político;

6 – Foco na produção, e não na especulação;

7 – Foco no futuro, e não no poder.

O povo brasileiro merece recuperar sua dignidade, sua esperança e seu lugar de protagonista.

O Brasil merece sair do século XX e entrar, finalmente, no século XXI.

E a hora será em 2026.

O Impacto

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