COP 30: O MAIOR VEXAME AMBIENTAL DA HISTÓRIA, A HIPOCRISIA DO GOVERNO LULA E O MENOSPREZO À TECNOLOGIA

Por Carlos Augusto Mota Lima – Advogado Criminalista

 A COP 30 não foi apenas um fracasso; foi o maior vexame ambiental já registrado, uma vergonha planetária que carimbou de uma vez por todas a incompetência, a demagogia e a hipocrisia do governo Lula. O evento se transformou no retrato mais fiel de um governo perdido, gastador e incapaz de entregar sequer o básico.

 Mesmo com bilhões de reais despejados sem piedade, Belém recebeu uma conferência mundial na base da gambiarra, do improviso e da propaganda enganosa. E o pior: tudo isso já havia sido amplamente anunciado. A imprensa séria alertava há meses que a cidade não tinha estrutura mínima para sediar um encontro global. Mas o governo, movido por arrogância e fome de palanque, ignorou todos os sinais.

 Lula, em seu habitual estilo messiânico, dizia que queria que o mundo “visse de perto a Amazônia”. Chegou ao ponto de afirmar que, se faltasse hotel, os convidados poderiam dormir “sob as estrelas”. Foi a síntese perfeita de sua soberba e desprezo pela realidade. No fim, a rede hoteleira não deu conta, os preços inflacionados expulsaram delegações inteiras antes mesmo do evento começar, e nem a ONU aguentou o abuso.

 Enquanto isso, o que deveria ser o ponto central, metas reais para reduzir combustíveis fósseis, virou pó. Nada avançou. Nada se decidiu. E a proposta brasileira simplesmente desapareceu do relatório final. A COP 30 terminou como começou: vazia, perdida e ridicularizada.

 Mas, o espetáculo da hipocrisia não parou aí. Enquanto falava em proteger o planeta, Lula desfilava em um iate de luxo, com chapéu Panamá, tentando posar de humilde. Uma encenação grotesca. O homem que jura defender a Amazônia queimou toneladas de combustível com seu brinquedo de luxo, ao lado de dois transatlânticos que despejaram poluição no rio sem qualquer constrangimento.

 Sua esposa, Janja, transformou o barco presidencial em camarote particular, com dancinhas, bebidas e convidados, enquanto a cidade sofria com falta d’água, alagamentos, assaltos e caos urbano generalizado.

 Para completar a caricatura de incompetência, a Zona Azul administrada pela ONU pegou fogo. Isso mesmo: fogo no estacionamento oficial de um evento que se diz preocupado com o clima. Se Bolsonaro estivesse solto, certamente alguém tentaria arrumar um jeito de culpá-lo pelo incêndio.

 O auge do constrangimento veio quando indígenas invadiram o evento, denunciando desvio de recursos, abandono e exploração por parte das mesmas ONGs e agentes políticos que posam de defensores dos povos da floresta. Um tapa na cara da propaganda oficial. Indignados, membros de delegações e participantes criticaram abertamente a organização ao ponto de a ONU publicar duas notas exigindo segurança e organização.

 A gota d’água foram as críticas do chanceler alemão, que afirmou, em alto e bom tom, que ele e sua comitiva ficaram aliviados ao deixar a capital do Pará. Não poupou críticas à organização do evento: a insegurança era total, e a conferência chegou a ser interrompida com a invasão de centenas de indígenas de várias etnias. Na ocasião, diversos convidados tiveram os rostos pintados por indígenas que, dançando seus rituais, espalharam tintas produzidas a partir de sementes nativas.

 A ministra do Meio Ambiente, patética como sempre, tentou novamente iludir os povos originários com o velho discurso de preservação da cultura indígena. Marina Silva só não disse que é capitalista. Depois que conheceu o conforto, o luxo e a riqueza, não quis nem ouvir falar de seringal. Já não lembra a jovem pobre nascida nos confins do Acre que só se alfabetizou aos treze anos. Imagine se tivesse começado a estudar mais cedo. O certo é que a ministra e a deputada fantasiada de indígena, Sônia Guajajara, nada representam, não têm a menor pretensão de passar um dia sequer em uma tribo. Esse velho discurso não convence nem as pessoas mais desinformadas dos rincões da Amazônia, muito menos quem vive nos grandes centros urbanos.

 O governo Lula é uma farsa. O país está no fundo do poço. A ditadura da toga foi implementada, e bandidos que integram o governo voltaram a atacar. As vítimas, desta vez, foram idosos aposentados do SUS. Para piorar, o próprio STF protege os envolvidos, concedendo-lhes direito ao silêncio numa clara demonstração de blindagem. Na outra ponta, inocentes são presos, generais condenados e o alvo preferencial Bolsonaro continua sendo torturado judicialmente para que o povo aceite sua prisão na Papuda com naturalidade.

 O Banco Master faliu, lesou diversos correntistas e quebrou instituições de previdência de vários estados da federação, como o Rio de Janeiro. O escândalo envolve personalidades do governo e do próprio STF, mas nada foi feito. Prenderam algumas pessoas que já foram liberadas, exceto o dono do banco, responsável por desvios bilionários que levaram a instituição à falência.

 Nada disso ganha destaque na imprensa militante. O foco é sempre a suposta tentativa de fuga de Bolsonaro, que, ardilosamente e em conluio com seu filho, teria planejado escapar após convocar uma vigília. Munido de uma “perigosa ferramenta”: um ferro de soldar, teria violado a tornozeleira para se misturar ao povo. Ideia genial, digna de um filme do 007. Bolsonaro só não contava com o faro do Ministro Alexandre de Moraes, esse profícuo magistrado ao qual, segundo a narrativa oficial, todos os brasileiros devem gratidão por “salvar a democracia”.

 Essa conduta criminosa de tentar violar a tornozeleira eletrônica justificaria, segundo essa lógica, a decretação da prisão preventiva. Afinal, é melhor não arriscar, já que Ramagem e Zambelli “fugiram”. O importante, dizem, é a prisão do “maior corrupto”, o “bandido de alta periculosidade” que “destruiu o país” e “tentou implementar um regime fascista”. Decisão acertada: Bolsonaro na cadeia significa paz, tranquilidade e a volta da normalidade, é o que tentam vender.

 A verdade é dura: a COP nunca mudou nada de concreto. Nunca saiu do palco para a prática. E a de Belém conseguiu ser ainda pior. Bateu recordes de contradição quando Lula permitiu a exploração de petróleo na foz do Amazonas ao mesmo tempo em que discursava sobre a “proteção do planeta”.

 Uma conferência que diz defender o meio ambiente, mas que gera bilhões de toneladas de CO₂ em deslocamentos, viagens internacionais, navios luxuosos e hotéis flutuantes, não é séria. É uma farsa.

 Acabou o teatro, acabou a farsa. As próximas COPs precisam ser virtuais. Se o objetivo é realmente salvar o planeta, e não fazer politicagem barata, as próximas COPs devem ser totalmente virtuais. Já passou da hora de abandonar esses circos milionários que produzem mais poluição do que resultados. A tecnologia permite reuniões globais eficientes, rápidas, seguras e sem impacto ambiental. Basta vontade. Basta abandonar a obsessão pelos holofotes.

 Chega de hipocrisia. Chega de gastança. Chega de discursos vazios enquanto navios queimam combustível e líderes políticos bebem champagne em iates de luxo. Se o mundo quiser realmente proteger o planeta precisa começar eliminando o impacto ambiental absurdo da própria COP. Enquanto isso não acontecer, continuará tudo igual: bilhão queimado, floresta destruída, líder fingindo ser salvador e o planeta esperando por decisões que nunca chegam.

 Sobre o autor

 Advogado criminalista, inscrito na OAB/PA sob o nº 4725. Ex-professor de Direito Penal da Universidade da Amazônia (UNAMA) e da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), em Santarém. Pós-graduado em Ciências Penais, Direito Constitucional e Segurança Pública. Ex-delegado de Polícia Civil, tendo exercido as funções de Delegado Regional e Corregedor Regional do Oeste do Pará, além de ex-defensor Público do Estado.

O Impacto

2 comentários em “ COP 30: O MAIOR VEXAME AMBIENTAL DA HISTÓRIA, A HIPOCRISIA DO GOVERNO LULA E O MENOSPREZO À TECNOLOGIA

  • 2 de dezembro de 2025 em 08:03
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    Excelente artigo. retratou muito bem tudo o que aconteceu…Meus parabéns.

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  • 28 de novembro de 2025 em 11:38
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    Governo LULA é uma farsa ?
    Inflação controlada.
    Dólar com baixa cotação.
    Ibovespa batendo record de investimentos.
    Desemprego é o menor dos últimos dez anos.
    Exportações aumentaram (apesar do tarifaço) do bozo americano.
    A polícia Federal com autonomia para prender bandidos de alta patente.
    Enfim, só às viúvas do motoqueiro vagabundo, estão saudades do canalha.

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