ENCONTRO DE LIDERANÇAS VISA CONSTRUIR REDE DE PROTEÇÃO À VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER EM SANTARÉM

O auditório das Promotorias de Justiça de Santarém foi palco de um Encontro com Lideranças Comunitárias da Região de Santarém para apresentação e integração da Rede de Proteção à mulher em situação de violência. A iniciativa tem a participação da 6ª Promotoria de Justiça de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e demais órgãos da rede, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional do MPPA (CEAF). O encontro também foi parte da programação dos 21 dias contra a violência doméstica.

A condução do evento realizado na última sexta-feira (28), foi feito pela prefeitura de Santarém, por meio da Coordenadora de Políticas Públicas para as mulheres, Noemi Moraes. O objetivo foi a mobilização comunitária e o fortalecimento das lideranças locais como agentes de transformação, visando a construção de uma rede comunitária de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher.

A promotora de Justiça Silvana Nascimento, titular do 6º Cargo, destacou a importância do trabalho de rede para que a mulher possa sair do ciclo da violência, incluindo não somente as medidas jurídicas/criminais, como também o encaminhamento para o mercado de trabalho, de modo que não haja dependência financeira, e para o Abrigo de Mulheres, em casos que a vítima não tenha para onde ir.

“Nós temos o aluguel social, que ela pode ser inserida por um determinado tempo, até conseguir se estabelecer. Temos cursos de qualificação que o Centro Maria do Pará faz. Então, nós temos toda uma rede que a sociedade precisa conhecer para informar a mulher que ela tem como sair do ciclo. Existe saída. Ela não precisa estar vivendo num ambiente de violência por não ter opção, dependência econômica, dependência emocional, por não ter uma qualificação profissional para se inserir no mercado de trabalho e conseguir ter a sua autonomia. Assim, a rede de proteção à mulher é para que tudo isso seja atendido”, disse a promotora.

O objetivo de reunir as lideranças comunitárias é pelo fato dos líderes se constituírem como um fator de apoio, principalmente, em comunidades mais distantes dos centros urbanos, para que a mulher identifique as formas de violência e saiba a quem recorrer.  “A partir do momento que você conhece os seus direitos, identifica a situação e sabe a quem recorrer, você tem mais possibilidade de sair do círculo da violência. E a gente queria contar com todos os presidentes das comunidades. Porque não é um dever só da liderança, é um dever de cada um de nós fazer essa proteção quando chegar no nosso alcance”, concluiu.

Participaram do evento representantes das comunidades e da Polícia Militar, Centro Maria do Pará, Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social, Secretaria Municipal de Educação, Tribunal de Justiça, OAB Santarém, Fundação ParáPaz, Câmara Municipal de Santarém e outros. (Com informações da Agência Pará)

Foto: Reprodução/MPPA

O Impacto

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