UM RESERVATÓRIO DE ÁGUA DA COSANPA QUE INSPIRA CUIDADOS ESPECIAIS. RISCOS QUE NÃO PODEM SER AFASTADOS. FICA O AVISO!
Por José Olivar de Azevedo
Quem não se lembra do que aconteceu no mês de novembro/2025, com uma adutorado reservatório de água da Companhia de fornecimento na cidade de Contagem/MG. Naquele mês e naquela cidade se deu o rompimento da adutora da COPASA, que fornece água para a grande BH, resultando em inundações em centenas de residências, deixando pessoas ilhadas e causando danos materiais altíssimos. Vale ressaltar que não foi a primeira vez que incidentes como este ocorrem, sendo que até agora as causas não foram definitivamente, determinadas. O certo é que, pessoas, comércio e residências, foram atingidos, e por sorte, não se registraram óbitos.
Foi lembrando deste acidente, que eu resolvi escrever estas manifestações na medida em que sei que desde 2013, foi construído um reservatório da COSANPA, bem ali, quase no cruzamento da Barão do Rio Branco com a Borges Leal, atrás daquelas casas de residências de servidores do Estado. O local é estratégico, posto que de lá, o declínio da topografia beneficia a recepção por adutoras que abastecem o reservatório vindo da grande caixa d’água localizada na área final do Aeroporto Velho, salvo engano. Da mesma forma, a água do reservatório escoa para as residências, comércio, escolas e unidades de saúde do hospital municipal e outras especialidades de tratamento, margeando a Barão num declive bem acentuado.
Todo mundo sabe que a Companhia de Saneamento do Estado do Pará, nunca foi a menina dos olhos dos paraenses, e nem sempre foi gerida por pessoas comprometidas com o bom desempenho da empresa, resultando em péssimos serviços prestados, má gestão administrativa, interrupções constantes na distribuição do precioso líquido, e indiferença aos reclamos da população. Tudo isto, porque os governantes do Estado, que detém a maior fatia do capital da empresa – sempre foi e continua ser empresa pública – se preocuparam mais em apadrinhar politicamente seus aliados, dando-lhes uma boquinha de um bom salário, com os benefícios do cargo de direção,do que colocar alguém com conhecimento técnico que fosse conhecedor da realidade de uma população que sofre as mazelas de uma empresa, cabide de empregos.
Atualmente, já avançamos com o atual Governo do Estado, que sentindo não ter trunfos e nem meios para capitanear a melhor e mais produtiva maneira da COSANPA prestando um bom serviço (o que prometeu em campanha) alterou a sua finalidade, que para mim, passou a ser sui generis, salvo melhor juízo. Com atos de transferência de gestão administrativa, a empresa continua sendo empresa pública, mas limitando-se à produção de água, enquanto outras empresas vencedoras em leilão público, são agora as responsáveis pela coleta d’água, distribuição e tratamento de esgotos. Ou seja, uma empresa pública em parceria com empresas privadas. Aí, indaga-se: esta nova ordem de prestação de serviços melhorou?Se melhorou ainda não temos dados concretos, pois se ouvem reclamações constantes na mídia e na boca do povo.
No entanto, esta nova forma só o tempo dará as respostas cabíveis e certas. O âmago deste escrito tem um objetivo maior, qual seja, chamar a atenção para um fato que passa despercebido, mas que pode ser o vetor da repetição do que já ocorreu em Contagem/MG.
De fato, o reservatório da Av. Barão do Rio Branco– construído em 2013pelo Município através do que se chamava SAS–é interligado com o abastecimento que a COSANPA fornece por adutoras com os chamados diâmetro nominais bem extenso para atingir as necessidades do reservatório, consequentemente, prover a população com o abastecimento, em tese, ininterrupto. Em idênticas condições, o reservatório que tem capacidade para acumulação de 1.750 m3, o que na prática, representa 1.750.000 (um milhão e setecentos e cinquenta mil quilogramas), considerando que cada mil litros de água pesam mil quilogramas. Logo, a densidade do líquido é muito grande,e o seu armazenamento no reservatório de concreto, assim como a fluência do líquido na tubulação (adutora) podem causar acidentes inesperados. Na tubulação e no reservatório, pela ferrugem e desgaste pelo tempo, bem como corrosão nas paredes deste último. Aliado a isto, o reservatório tem que suportar mais de um milhão e setecentos quilos do peso da água, se totalmente cheio.
Não se tem notícia de que a COSANPA e as novas empresas parceiras vêm fazendo manutenção destes equipamentos. Não se pode acreditar se estão mesmo fazendo, porque a COSANPA já prometeu tanto em termos de prestação de serviços, que já perdeu a credibilidade.
O certo é que, apenas para advertir as autoridades, se ali por desventura, ocorrer o rompimento da adutora ou do reservatório, fica evidente que da Borges Leal, descendo pela Barão, atingindo Marechal Rondon, Presidente Vargas, São Sebastião, Rui Barbosa e Lameira Bittencourt, com um volume enorme de deslocamento pelo declínio e pela quantidade de água, toda aquela área seria, em hipótese, totalmente danificada, inclusive com danos materiais incalculáveis.
Este escrito não é uma profecia, mas uma advertência de que todo equipamento em qualquer área deve sempre sofrer reajustes e manutenção, o que não posso afirmar que a empresa haja assim. O que se espera, é que, se não está havendo manutenção, fica o grito de advertência. Se ela vem sendo feita, tanto na adutora quanto no reservatório, não há o que se temer.
Para concluir, as informações que se tem, é que em Contagem/MG, há tempo não se fazia manutenção.


