OBRA DE SEBASTIÃO TAPAJÓS É RECONHECIDA COMO MANIFESTAÇÃO DA CULTURA NACIONAL

A obra do violonista paraense Sebastião Tapajós é reconhecida oficialmente como manifestação da cultura nacional. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez o reconhecimento ao sancionar a Lei nº 15.319/2025, publicada no Diário Oficial da União, na segunda-feira (29).

A proposta de lei foi aprovada pela Câmara dos Deputados no ano passado, e obteve aprovação do Senado em novembro. Além disso, teve origem no Projeto de Lei 2577/22, do deputado Airton Faleiro (PT-PA).

A promulgação da lei transforma em política de Estado aquilo que o tempo e o público já haviam consagrado: a importância de um dos maiores nomes da música brasileira na projeção da cultura amazônica e nacional para o mundo.

O artista

O violonista, compositor e arranjador Sebastião Tapajós é natural de Alenquer, viveu em Santarém até sua morte, em outubro de 2021, vítima de um infarto agudo do miocárdio, mas sua obra permanece viva e atravessou décadas e fronteiras.

Sebastião Tapajós lançou mais de cinquenta discos e se consagrou na música, principalmente, na Europa, onde revelou ao público internacional ritmos brasileiros, como carimbó, lundu e baião. Além da carreira que ultrapassou décadas, o artista também foi um grande educador e difusor da cultura, influenciando na formação de jovens músicos na Amazônia.

Ao longo da sua vida, Tapajós teve uma carreira que transitou entre a música erudita e a popular. Também colaborou com músicos de diferentes gerações e nacionalidades, como Paulinho da Viola e Maria Bethânia, o que o permitiu ampliar o diálogo da música brasileira com o mundo e reafirmar suas raízes amazônicas em cada interpretação.

Vencedor de diversos prêmios, Sebastião Tapajós acumulou títulos como o de “melhor disco estrangeiro de 78”, com o álbum “Guitarra Latina” e de “melhor álbum do ano de 1981” na categoria “folclore” com o álbum  “Guitarra Criolla”. Morreu aos 79 anos em 2 de outubro de 2021, em Santarém.

Por Sarah Beatriz

O Impacto

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