ALTAMIRA E URUARÁ: IBAMA DESMANTELA ESQUEMA DE MADEIRA ILEGAL
O Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) desarticulou um esquema de madeira de origem ilegal no estado do Pará. As ações ocorreram nos municípios de Altamira e Uruará, resultando na aplicação de multas que somam mais de R$ 15 milhões, decorrentes de autuações em serrarias irregulares e do descumprimento de embargos ambientais.
Segundo o Ibama, a operação foi conduzida pelo Grupo de Combate ao Desmatamento da Amazônia (GCDA) e envolveu o fechamento de empreendimentos irregulares, apreensão de milhares de metros cúbicos de madeira e a demolição de estruturas clandestinas utilizadas para a atividade ilegal.
Serraria irregular em Altamira
Em agosto de 2025, uma serraria localizada no distrito de Castelo dos Sonhos, em Altamira, foi alvo de fiscalização do Ibama. O empreendimento operava sem licença ambiental e utilizava madeira sem comprovação de origem legal. O responsável foi identificado e multado em R$ 2 milhões. Na ocasião, cerca de 8 mil m³ de madeira foram apreendidos e doados a municípios da região, e a serraria teve suas atividades embargadas.
A serraria localizada no distrito de Castelo dos Sonhos, no município de Altamira, foi alvo de fiscalização do Ibama em agosto de 2025. Segundo informações, o local operava sem licença ambiental e usava madeira sem comprovação de origem legal. O dono da serraria foi identificado e multado em R$ 2 milhões pelas irregularidades. Além disso, foram apreendidos cerca de 8 mil m³ de madeira e doados a municípios da região. As atividades também foram embargadas.
Durante nova vistoria, realizada em dezembro de 2025, os agentes constataram que a atividade ilegal havia sido retomada, em total descumprimento do embargo. No local, foram encontrados 155 m³ de madeira em tora e 253 m³ de madeira serrada armazenados no pátio. Diante disso, foi aplicada nova multa no valor de R$ 122 mil, além da demolição das estruturas, medida prevista na legislação ambiental para impedir a continuidade do dano.
Há fortes indícios de que a madeira apreendida tenha sido extraída ilegalmente da Terra Indígena Baú e da área da Base Aérea da Serra do Cachimbo, ambas localizadas no Pará.
Fiscalização em Uruará
O Ibama também realizou fiscalização em quatro serrarias no município de Uruará, onde foram identificadas evidências de processamento e armazenamento de madeira ilegal.
Segundo a fiscalização, foram constatadas divergências entre os volumes de madeira declarados nos sistemas oficiais de controle ambiental e o saldo físico existente nos pátios das empresas. Três serrarias operavam apenas com licença de operação e utilizavam madeira sem comprovação de origem legal, enquanto uma funcionava de forma irregular.
Ao todo, foram apreendidos aproximadamente 4,3 mil m³ de madeira em tora e 1,1 mil m³ de madeira serrada. As atividades das empresas foram suspensas nos sistemas oficiais de controle ambiental até a comprovação da regularidade. Parte da madeira foi destinada à doação, e outra parte inutilizada.
As multas aplicadas nessa etapa somam R$ 13,7 milhões. As infrações estão previstas no Decreto Federal nº 6.514/2008.
A demolição de estruturas clandestinas busca inviabilizar a reincidência dessas práticas e interromper a continuidade do dano ambiental em regiões historicamente pressionadas pelo desmatamento ilegal.
Por Sarah Beatriz
Colaborou Baía
O Impacto


