MINISTRO JADER FILHO CONFIRMA REAJUSTE NOS LIMITES DE RENDA DO ‘MINHA CASA, MINHA VIDA’

O programa Minha Casa, Minha Vida terá atualização completa nas faixas de renda. A informação foi confirmada pelo Ministro das Cidades, Jader Filho, em entrevista ao Jornal Folha de São Paulo.

De acordo com o ministro, a Faixa 1, que oferece moradias subsidiadas, terá seu limite de renda elevado dos atuais R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200. Já a Faixa 2, voltada para imóveis financiados, deve ter o teto ampliado de R$ 4.700 para aproximadamente R$ 5.000.

Jader Filho enfatizou que o ajuste não será pontual: “Todas as faixas terão reajuste”, garantiu o titular da pasta, reforçando o compromisso de manter o programa alinhado à realidade econômica das famílias brasileiras.

O ministro ressaltou que a medida também visa preencher uma lacuna histórica no financiamento habitacional do país, que tradicionalmente dependia dos recursos da poupança. Com a alta das taxas de juros, a poupança deixou de ser atrativa para investidores, secando a fonte que financiava a classe média.

Assim, o governo reagiu a essa escassez ampliando o alcance do Minha Casa, Minha Vida para famílias com renda de até R$ 12 mil mensais. Os resultados já começam a aparecer: no ano passado, o chamado “Minha Casa, Minha Vida Classe Média” atendeu 35 mil famílias. Atualmente, o ritmo de contratação está em maturação, com média de 6 mil casas por mês, mas a previsão do Ministério das Cidades é de que, entre fevereiro e março de 2026, o programa atinja a marca de 10 mil novos contratos mensais.

Ainda conforme a matéria da Folha, outro ponto de destaque na gestão é o programa de reforma da casa própria, lançado no ano passado com uma previsão global de R$ 30 bilhões. Embora os dados iniciais mostrem uma liberação de R$ 675 milhões para pouco mais de 41 mil contratos nas faixas 1 e 2, Jader Filho avalia que o ritmo está adequado e em processo de acomodação.

O volume de recursos aprovados já supera os R$ 2 bilhões, com um desempenho notável nas regiões Nordeste e Norte do Brasil, além da cidade de São Paulo.

O ministro assegurou que, caso haja necessidade de mais aportes para as reformas, o governo fará a alocação de recursos extras, embora o montante atual seja suficiente.

A atualização das faixas de renda do programa habitacional deve, inclusive, refletir diretamente nos critérios de acesso a esses recursos para melhorias residenciais, consolidando a estratégia de revitalização urbana do governo.

O Impacto

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