O LUGAR DO PORCO

Por César Ramos

Um fazendeiro tinha uma filha criança que resolveu criar um porco da fazenda como um animal de estimação dentro da casa da família.

Ela pegou o porquinho ainda bebê e cuidava dele com todo carinho. Costumava dar-lhe banho e não deixava que ele fosse brincar com outros animais da fazenda no quintal ou no pasto.

O porco cresceu, e a menina, também.

Certo dia, quando chegou da escola, a menina sentiu falta do porco no quarto dela. Procurou por todo lugar da casa, e não o encontrou. Uma empregada falou que o viu perto da pocilga dos outros porcos.

A menina correu para ver e se deparou com o porco todo sujo, brincando com os seus semelhantes na pocilga.

Possessa, a menina pegou o seu porco e o levou direto para uma torneira, onde lhe deu banho e, após enxugá-lo, o perfumou.

Por cautela, no dia seguinte, antes de ir para a escola, a menina deixou seu porco trancado dentro do quarto.

E foi assim por vários dias até que, em determinado dia, ela saiu às pressas para escola e esqueceu a porta do quarto entreaberta. O porco saiu e ficou dentro de casa.

Ocorre que a empregada patetou e deixou a porta da cozinha aberta do que o porco se aproveitou para fugir.

Quando a menina chegou da escola, percebeu a ausência do porco e logo soube onde procurá-lo. Ela o encontrou novamente na pocilga.

Naquele momento, conscientizou-se de que ele era feliz no lamaçal. E resolveu deixá-lo no habitat natural dele.

Moral da história: por mais que se queira dar uma vida boa ao porco, ele sempre preferirá viver na lama.

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