O VERNIZ DAS VAIDADES
Vivemos tempos em que o brilho superficial vale mais que a essência. O verniz, tantas vezes, substitui o valor real; a aparência se impõe ao conteúdo.
Há quem confunda visibilidade com virtude, aplauso com mérito e retórica com sabedoria. O mundo está repleto de luzes artificiais, e nelas muitos se perdem, deslumbrados.
Os falsos carismas proliferam. São vendedores de ilusão, de fumaça, hábeis em convencer, frágeis em ser. Dominam a arte da sedução verbal, da persuasão, mas carecem de substância intelectual e moral.
Por isso, como as mariposas na luz, duram o tempo que o brilho dura: o instante antes da sombra.
Prefiro o discreto que sabe ao ruidoso que finge. O valor autêntico dispensa holofotes; basta-lhe a claridade da consciência tranquila.
E assim sigo, desconfiando dos que cintilam demais.
O Impacto


