MINISTRO HADDAD, CONTADORES E EMPRESÁRIOS: A CONTABILIDADE COMO PILAR DA REFORMA TRIBUTÁRIA E DA ECONOMIA NACIONAL

Por Admilton Figueiredo de Almeida – Contabilista/Tributarista/FVG/Consultor Tributário/IBCO e Jornalista.

A recente declaração do Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao afirmar que “se entra em uma empresa brasileira hoje, tem mais contador do que engenheiro”, reacendeu um debate relevante sobre o papel do profissional da contabilidade na economia brasileira, especialmente no contexto da maior transformação tributária das últimas décadas.

A afirmação, embora possa ter sido feita em tom ilustrativo, exige uma análise técnica e institucional do Ministro, pois revela sua falta de preparo, ou prefere o Estado sem contador, apoiando a desorganização.

O contador como agente estrutural da economia e da arrecadação tributária, não é apenas um executor de obrigações acessórias. Trata-se de um profissional que exerce função estratégica, sendo responsável pela organização patrimonial, financeira e tributária das empresas e também pela transparência fiscal exigida pelo Estado.

A Constituição Federal de 1988 estabelece, em seu artigo 145, que os tributos constituem a principal fonte de financiamento do Estado. Entretanto, a arrecadação tributária não ocorre de forma automática. Ela depende diretamente do contador, que, apura os tributos, elaboram demonstrações financeiras, balanços patrimoniais e transmite declarações fiscais ao governo.

Sem contabilidade organizada, não existe arrecadação estruturada. O Brasil possui um dos sistemas tributários mais complexos do mundo, caracterizado por múltiplos tributos federais, estaduais e municipais, obrigações acessórias extensas, constantes alterações legislativas, interpretações divergentes entre os entes federativos e elevado nível de litigiosidade tributária.

O contador é peça importante dentro das empresas, criada pelo próprio Estado. Portanto, a presença desse profissional não representa uma distorção econômica, mas sim uma consequência direta da estrutura tributária vigente.

A reforma tributária e o novo papel do contador no sistema IBS e CBS, instituída pela Emenda Constitucional nº 132/2023 introduziu novos tributos. Embora a reforma tenha como um de seus objetivos simplificar o sistema tributário, vai exigir uma fase de transição complexa, com convivência entre o sistema antigo e o novo até aproximadamente 2033.

O contador assumirá papel mais relevante, pois será responsável pelo novo modelo tributário, analisando técnica das novas regras, apuração dos novos tributos, identificação autuações fiscais indevidas.  A reforma tributária vai gerar controvérsias jurídicas, sendo natural a interpretação pelos tribunais. Nesse contexto, o contador atua como agente de segurança jurídica e conformidade fiscal.

A contabilidade como instrumento de transparência e controle do próprio Estado não é exclusiva do setor privado. O próprio Estado depende da contabilidade pública para elaboração da Lei de Diretrizes Orçamentárias, elaboração da Lei Orçamentária Anual, controle da execução fiscal, prestação de contas aos Tribunais de Contas, cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000).

O governo também depende diretamente do contador para operacionalidade. Sem contabilidade pública, não há orçamento, não há controle fiscal e não há gestão pública eficiente. O contador além de sua função técnica é garantidor da legalidade e da segurança jurídica, exercendo papel fundamental da legalidade tributária, assegurando que as empresas recolham tributos, dentro da lei, sem pagamento indevido.

O contador não é apenas um executor de rotinas, mas um profissional essencial para o funcionamento equilibrado do sistema econômico e tributário. O contador é peça fundamental para o funcionamento das empresas, para a arrecadação tributária, para a transparência fiscal, para o controle financeiro do Estado.

O Impacto

12 comentários em “MINISTRO HADDAD, CONTADORES E EMPRESÁRIOS: A CONTABILIDADE COMO PILAR DA REFORMA TRIBUTÁRIA E DA ECONOMIA NACIONAL

  • 26 de fevereiro de 2026 em 23:33
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    Pai, perdoa porque esse ministro, ou melhor, fantoche, não sabe o que fala. Quando abre a boca, é só para dizer besteiras. Ele, calado, é um poeta.

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 22:57
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    Parabéns pela colocação. Esse Ministro não representa a classe contábil.

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 22:36
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    Haddad já não entende de economia, imagina falar de Contabilidade… já devia ter saído da pasta a muito tempo…

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 22:33
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    na verdade o ministro Haddad quiz enfatizar a complexidade do nosso sistema tributário, que onera as empresas , que precisam de contadores para entender todo o emaranhado de leis e normas existentes no Brasil.

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 20:21
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    um ignorante, analfabeto, só fala besteira e o dito PT, faz jus está junto com Ladrão, devia se preocupar com a economia do país, pois o mesmo passa por um rombo trilhonario

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    • 27 de fevereiro de 2026 em 10:29
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      um Ministro que não entende e não respeita o importante papel do contador perante a sociedade e o fisco que precisa de nós pra alimentar essa máquina veroz chamada governo, só pode ser um ignorante que nem o patrão dele. realmente só abre a boca pra falar besteira. estamos num labirinto e indo pra falência nacional, infelizmente.

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      • 27 de fevereiro de 2026 em 13:45
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        Como deve sair a Reforma tributária sem a figura do profissional da contabilidade.A Reforma tributária deve ser feita com cálculos de engenheiros.Ministro não entende e não respeita ninguém. Misicordia

  • 26 de fevereiro de 2026 em 19:15
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    infelizmente pra quem não estudou economia , nem estudou finança, e nem contabilidade, falar da boca pra fora uma asneira destas e provocar um ruído irreversível entre contadores e empresa que são os pilares dos escritório de contabilidade, o Brasil e os contadores merecem uma retratação deste ministro ridículo hipócrita e irônico, só podia pertencer a um partido da destruição da perda total

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 19:06
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    MUITO INFELIZ AS PALAVRAS DO SR MINISTRO FERNANDO HADDAD, SABEDOR DA REALIDADE DO BRASIL, QUE, A CLASSE CONTABIL, HOJE, CONTRIBUI 92% PARA UMA TRANSPARÊNCIA VERÍDICA, NO ACOMPANHAMENTO TRIBUTÁRIO E PATRIMONIAL DE PEQUENAS E GRANDE EMPRESAS, E UMA ORGANIZAÇÃO PARA O BRASIL, COMO SABEDOR, APROXIMA-SE, A REFORMA TRIBUTÁRIA, INCLUI-SE NESTE TIME, PROFISSIONAIS DA ÁREA CONTABIL, TRIBUTÁRIA, ECONÔMICA E OUTRAS ÁREAS IMPORTANTES PARA ESSE AJUSTES NACIONAL, NÃO SEJA BELUSCRE EM SEUS COMENTÁRIOS, NÓS CONTADORES, TEMOS QUE SER ADMIRADOS, RECONHECIDOS PELO ALINHAMENTO DE ORGANIZAÇÃO, QUE TEMOS DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA E PATRIMONIAL, A QUE NOS CONFIAM ACOMPANGAR, DADOS PELA CLASSE EMPRESARIAL DESTE BRASIL
    FICA AQUI MEU REPUDIO COMO CONTADOR HA 30 ANOS, AS PALAVRAS DO SER MINISTRO.

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  • 26 de fevereiro de 2026 em 16:36
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    perfeita colocação, parabéns!!!

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    • 26 de fevereiro de 2026 em 19:16
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      MUITO INFELIZ AS PALAVRAS DO SR MINISTRO FERNANDO HADDAD, SABEDOR DA REALIDADE DO BRASIL, QUE, A CLASSE CONTABIL, HOJE, CONTRIBUI 92% PARA UMA TRANSPARÊNCIA VERÍDICA, NO ACOMPANHAMENTO TRIBUTÁRIO E PATRIMONIAL DE PEQUENAS E GRANDE EMPRESAS, E UMA ORGANIZAÇÃO PARA O BRASIL, COMO SABEDOR, APROXIMA-SE, A REFORMA TRIBUTÁRIA, INCLUI-SE NESTE TIME, PROFISSIONAIS DA ÁREA CONTABIL, TRIBUTÁRIA, ECONÔMICA E OUTRAS ÁREAS IMPORTANTES PARA ESSE AJUSTES NACIONAL, NÃO SEJA BELUSCRE EM SEUS COMENTÁRIOS, NÓS CONTADORES, TEMOS QUE SER ADMIRADOS, RECONHECIDOS PELO ALINHAMENTO DE ORGANIZAÇÃO, QUE TEMOS DE RESPONSABILIDADE TRIBUTÁRIA E PATRIMONIAL, A QUE NOS CONFIAM ACOMPANGAR, DADOS PELA CLASSE EMPRESARIAL DESTE BRASIL
      FICA AQUI MEU REPUDIO COMO CONTADOR HA 30 ANOS, AS PALAVRAS DO SER MINISTRO.

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