SANTARÉM REGISTRA 3 CASOS DE LEPTOSPIROSE EM 2026, APONTA SESPA

A Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) aponta que de janeiro a fevereiro de  2026, até o momento, foram registrados três casos de leptospirose em Santarém e um em Breves. No ano anterior, os municípios que tiveram mais ocorrências foram Belém (53), Óbidos (16) e Castanhal (11). Ao total em 2025 foram confirmados 151 casos da doença no Pará principalmente entre os meses de janeiro e abril.

A  Sespa alerta que diante do elevado volume de chuvas é importante que a população paraense tome os cuidados necessários contra a leptospirose que preocupa as autoridades sanitárias no inverno amazônico.

 Acesse o canal de O Impacto no WhatsApp

Leptospirose

Segundo a Sespa, a leptospirose é uma doença infecciosa causada pela Leptospira, uma bactéria encontrada na urina do rato. O animal contaminado não adoece, mas a Leptospira liberada por ele vive por meses nos esgotos e locais onde ele urinou. Quando chove, a água entra na toca do rato e traz a bactéria para a superfície, aumentando o risco de infecção em pessoas.

A coordenadora estadual de Zoonoses da Sespa, Elke Abreu, ressaltou que as pessoas contraem Leptospirose quando entram em contato com a água contaminada quando têm algum ferimento na pele.

“No entanto, a doença também pode ser contraída pela mucosa e pele íntegra quando imersa por muito tempo em água ou lama contaminada, e ainda pelo consumo de alimentos ou água também contaminados”, informou.

Sinais de alerta

Ao contrair a doença os sintomas iniciais são febre, dor de cabeça e dor muscular, principalmente na panturrilha (batata da perna), que aparecem geralmente oito dias após o contato com a água contaminada. No período de chuvas intensas no Pará, o diagnóstico se complica em alguns casos principalmente porque os sintomas se assemelham a outras doenças, como gripe, dengue, chikungunya e zik.

“Por isso, se o paciente relatar que teve contato com esgoto, lixo ou água empoçada nas ruas, o médico precisa suspeitar de Leptospirose”, alertou a coordenadora Elke Abreu.

As consequências da contaminação podem evoluir para formas graves, só percebidas quando a pele fica amarelada, há pontos hemorrágicos nos olhos e quadro de insuficiência renal, que pode causar a morte.

As principais medidas preventivas contra Leptospirose são:

  • Evitar acúmulo de lixo e água parada;
  • Proteger os pés ao andar em áreas alagadas;
  • Beber água tratada;
  • Não deixar restos de alimentos de animais de estimação disponíveis aos roedores;
  • Não consumir alimentos de origem duvidosa ou expostos aos roedores;
  • Evitar tomar banho em canais, igarapés, açudes e riachos próximos de áreas infestadas por roedores.

Pessoas com suspeita da doença podem procurar as unidades Básicas de Saúde (UBSs) ou a Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

Matéria atualizada às 13h56*

Por Diene Moura

O Impacto

Foto: Divulgação

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *