COMISSÃO PROCESSANTE INTIMA VEREADOR DE ITAITUBA

A Comissão Processante da Câmara Municipal de Itaituba intimou, na terça-feira (14), o vereador Thiago Maciel Neves para apresentar sua defesa na representação que tramita no Poder Legislativo. A denúncia, promovida pelo SINTEPP, acusa o parlamentar e professor de improbidade administrativa. A partir da intimação, o vereador tem o prazo de 10 dias para apresentar seus argumentos.

Paralelamente, a comissão encaminhou ofícios à Secretaria Municipal de Educação (Semed), à Escola São Francisco das Chagas, à própria Câmara e à Prefeitura Municipal, solicitando informações detalhadas sobre a atuação do servidor. A comissão já recebeu da direção da Escola São Francisco das Chagas — onde o professor estava lotado — cópia do Processo Administrativo Disciplinar (PAD) aberto anteriormente para apurar possíveis irregularidades cometidas por ele.

Thiago Maciel é alvo de representação por suposta improbidade administrativa. A denúncia aponta que, mesmo após assumir o cargo de vereador, ele teria continuado a receber salários como professor de História de 40 horas semanais sem frequentar o local de trabalho. Para tentar contornar a irregularidade, o Secretário Municipal de Educação, Amilton Teixeira Pinho, teria lotado o professor em uma função sem amparo legal no organograma da Semed. Segundo a acusação, o professor não atua em sala de aula desde 2024, mas segue recebendo vencimentos integrais, inclusive rateios.

A situação do parlamentar, que é líder do governo na Câmara, agravou-se após o Secretário Municipal de Administração, Diego Mota, expedir, no dia 6 de abril de 2026, a Portaria nº 0145/2026. O documento concede o afastamento de Thiago Maciel Neves para o exercício de mandato eletivo, com efeitos retroativos a 1º de abril de 2026. Para os denunciantes, o ato confirma que o vereador recebia indevidamente do município como professor, uma vez que o afastamento oficial só ocorreu agora.

Nos bastidores, já ocorrem articulações sobre o possível substituto na Casa. Em caso de cassação, quem assume a vaga é o 1º suplente, Nezinho do Açougue, também filiado ao PSB. No processo de cassação, Nezinho deverá ser convocado para participar da votação, uma vez que o vereador Thiago Maciel estará legalmente impedido de votar no próprio processo.

O Impacto

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