SINTEPP REJEITA REAJUSTE DE 6% E DECRETA ESTADO DE GREVE EM ITAITUBA

Enquanto categoria denuncia que município paga um dos menores salários do Oeste do Pará, folha de pagamento revela “super-salários” de assessores e da esposa do Secretário de Educação.

O clima esquentou na educação municipal de Itaituba. Após o prefeito Nicodemos Aguiar anunciar, na última quarta-feira (08), um reajuste salarial de 6% para os servidores do setor, a categoria reagiu de forma imediata. Em Assembleia Geral realizada pelo SINTEPP, os educadores rejeitaram a proposta e decretaram Estado de Greve, exigindo um reajuste de 12% e a regulamentação do Vale-Alimentação.

O prefeito defende que o índice de 6% está acima da inflação (4%) e do piso nacional (5,4%), com promessa de pagamento retroativo a fevereiro. No entanto, segundo os profissionais da educação, os números mostram uma realidade amarga para os professores da base: Itaituba ocupa a penúltima posição (17º de 18) no ranking salarial da região Oeste. Enquanto o Piso Nacional em 2026 é de R$ 5.130,63, um professor de 40h em Itaituba recebe, em média, apenas R$ 4.200,00.

A indignação da categoria é alimentada por disparidades gritantes na folha de pagamento de março, que vieram à tona recentemente. Enquanto a maioria luta para chegar ao piso, um grupo restrito lotado na Secretaria Municipal de Educação (Semed) desfruta de vencimentos que chegam a triplicar o salário de um professor de sala de aula.

Entre os valores que chamam a atenção estão os de técnicos como Helone Borges Baia (R$ 18.523,67) e Mirlem Celiane Aguiar (R$ 14.442,53). Um dos casos de maior repercussão é o da psicóloga contratada Lucia Evely Nunes Charife, que recebeu R$ 13.355,69 (imagem destaque) — Lucia é esposa do atual Secretário de Educação, Amilton Teixeira Pinho.

Gratificações seletivas

Ainda de acordo informações, um grupo, composto por servidores próximos ao secretário, recebe gratificações de dedicação exclusiva de 100% e outras vantagens pecuniárias. O lema “enquanto poucos ganham muito, muitos ganham pouco” tem sido o combustível das manifestações dos professores, que agora aguardam uma contraproposta que contemple a realidade da categoria.

O Impacto

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