A INGRATIDÃO NA POLÍTICA E OS PUXA-SACOS DE PLANTÃO

Por Luís Alberto Mota Figueira (Pixica) – Advogado

A política brasileira tem sido marcada por uma triste realidade: a ingratidão de muitos que chegam ao poder. Durante a campanha, abraçam o povo, pedem apoio, fazem promessas, valorizam amigos, aliados e todos aqueles que ajudam na caminhada. Mas basta conquistar o cargo para muitos mudarem completamente.

Quem ontem era importante, hoje é ignorado. Quem ajudou, trabalhou e acreditou no projeto político passa a ser tratado como se nunca tivesse existido. E o mais impressionante é que, ao redor do poder, sempre aparecem os famosos “puxa-sacos de plantão”.

São pessoas que vivem bajulando autoridades, concordando com tudo, elogiando até os erros mais evidentes, apenas para manter privilégios e espaços. Não defendem ideias, princípios ou projetos para a sociedade. Defendem apenas os próprios interesses.

Na política, infelizmente, muitos esquecem rapidamente das mãos que os levantaram. Trocam amizades sinceras por conveniências momentâneas. Abandonam antigos companheiros para agradar novos grupos de influência.

E o povo? O povo continua sendo usado apenas em período eleitoral. Recebe promessas, discursos emocionados, tapinhas nas costas e pedidos de confiança. Depois da eleição, muitos governantes se fecham em gabinetes e passam a ouvir apenas aqueles que dizem “amém” para tudo.

A verdade é uma só: quem é ingrato com seus aliados e amigos dificilmente terá compromisso verdadeiro com a população.

Precisamos de uma política feita por pessoas de caráter, que saibam reconhecer quem esteve ao seu lado nos momentos difíceis, que tenham humildade para ouvir críticas e coragem para governar pensando no coletivo, e não apenas em interesses pessoais ou de grupos.

Mandatos passam. O poder é passageiro. Mas o respeito, a gratidão e a lealdade são valores que deveriam acompanhar qualquer homem público.

O Impacto

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *