COM POSSÍVEIS SINAIS DE TORTURA, CACHORRO É ENCONTRADO MORTO DENTRO DE LIXEIRA, EM SANTARÉM

Na tarde de terça-feira (19), uma denúncia de um cachorro morto dentro de uma lixeira na Alameda 13, entre as ruas Verbena e Girassol no bairro Jardim Santarém, mobilizou moradores, Polícia Ambiental e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA).

Segundo informações iniciais, o animal apresentava sinais de maus-tratos, estava com um fio no pescoço, um saco preto amarrado na cabeça, além de ter sido enrolado em uma toalha e jogado na lixeira.

Moradores suspeitam que o cachorro possivelmente foi torturado devido ter sido deixado nas condições em que foi encontrado. Eles também cobram apuração das autoridades policiais para que o responsável não saia impune.

“A suspeita é de uma moça que mora em um dos apartamentos, pelo menos, ao que tudo indica, é que seja né. Eu não posso dizer, mas a moça que mora do lado comentou que ouvia o cachorro gritar, ela batia no cachorro”, relatou uma moradora.

A agente de fiscalização da Semma, Isabel Rabelo, informou que a equipe foi acionada sobre um cachorro morto, mas ao chegarem no local não identificaram ou não souberam dizer com precisão quem ou como foi, apenas localizaram o animal na lixeira.

Isabel disse ainda que existe uma suspeita sobre uma moradora, mas não há confirmação. “Vamos tentar falar com ela e averiguar a situação. E se caso for confirmado a autoria, nós podemos fazer o procedimento administrativo de autuação com pagamento de multa provavelmente de R$ 3 mil. Não sabemos dizer se ele foi assassinado ou foi de causas naturais”.

Crime

No Brasil, crimes contra animais são tipificados pela Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) e a pena varia conforme a espécie do animal e a gravidade da ação.

Em cães e gatos, se for constatado abusos, maus-tratos, ferimentos ou mutilações, a reclusão é de 2 a 5 anos, além de multa e proibição da guarda do animal.  Já em caso de morte do animal, a pena pode ser aumentada de um sexto a um terço.

A matéria pode ser atualizada a qualquer momento*

Por Diene Moura

O Impacto

Colaborou Blog do Pião

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