CONVÊNIO DO ESTADO COM UNIMED OESTE DO PARÁ É ALVO DE CRÍTICAS
Especialistas questionam eficácia de parceria para atender o SUS enquanto empresa enfrenta intervenção da ANS e graves problemas financeiros.
Um convênio entre o Governo do Estado e a Unimed Oeste do Pará foi anunciado pelo deputado federal Henderson Pinto. A medida, segundo o parlamentar, ajudará nos atendimentos a pacientes do SUS.
No entanto, especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que, a falta de transparência em relação a aplicação do dinheiro público, bem como dos serviços objetos do convênio, pode não ter efeito na melhoria do atendimento aos pacientes.
Ainda segundo os especialistas, chama a atenção na decisão do Governo Estadual, o fato considerado crucial, e que parece não ter sido analisado, e que pode colocar em xeque o atendimento à população.
Segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a Unimed Oeste do Pará, passa pôr graves problemas econômico-financeiros. Sendo que no mês de março, a Agência determinou a alienação da carteira da operada com a finalidade de proteger os beneficiários.
“A Unimed Oeste do Pará está sob acompanhamento presencial por agente nomeado pela ANS (regime especial de Direção Técnica) desde o dia 10/6/2025, em razão dos problemas na prestação de assistência à saúde”, informou a ANS, acrescentando:
“A operadora segue proibida de comercializar seus planos de saúde e deve manter todas as suas obrigações contratuais com seus beneficiários, mantendo a assistência por eles contratada”.
Assim, a medida anunciada como solução, poderá não ter resultados adequados as necessidades dos pacientes, devido a verdadeira “caixa preta” em torno do convênio.
Enquanto a população enfrenta corredores lotados, falta de leitos e demora por atendimento, a medida tomada pelo Governo do Estado é alvo de críticas por seu alcance limitado.
Segundo informações apuradas, o contrato com a Unimed Oeste do Pará atende exclusivamente pacientes da fila eletiva de cirurgias cardíacas de alta complexidade, um recorte extremamente específico diante da realidade vivida diariamente nas unidades públicas de saúde.
Na prática, a iniciativa pouco impacta a superlotação enfrentada no Hospital Municipal, na Unidade de Pronto Atendimento (UPA 24h) e até mesmo no Hospital Regional do Baixo Amazonas.
No Hospital Municipal e UPA 24h, casos de urgência e emergência continuam se acumulando sem solução imediata.
Conforme informações, os centros cirúrgicos e enfermarias estão colapsados, o que impede o aumento no número de cirurgias e exames, mesmo quando há profissionais disponíveis. A consequência direta é a precarização do atendimento, com pacientes sendo assistidos em corredores ou acomodados em cadeiras enquanto recebem medicação. Nesse sentido, é necessária a ampliação dos leitos para atender a demanda local.
A governadora Hana e o deputado Henderson Pinto deveriam investir no Hospital Municipal, na UPA 24h e no Hospital Regional, e não firmar compromisso com a Unimed, se ela não dar conta dos seus clientes, onde responde vários processos, tais como: 0801054-31.2025.8.14.0032; 0824206.51.2025.8.14.0051; 0810346-80.2025.8.14.0051; 0821462-83.2025.8.14.0051; 0805677-18.2024.8.14.0051; e0803706-61.2025.8.14.0051.
O Estado é o deputado Henderson Pinto antes de formalizar contrato com a Unimed Oeste do Pará, deveriam tomar conhecimento da situação atual, para demonstrar compromisso com o povo.
É momento do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Receita Federal, fiscalizarem esse convênio e exigir perícia técnica na contabilidade, quebra do sigilo bancário, distribuição lucro e nas pessoas beneficiadas e se realmente prestavam serviços.
O deputado Henderson Pinto, não deveria se expor antes analisar a situação fiscal e o estado de econômico-financeiro enfrentado pela Unimed Oeste do Pará, inclusive, atestado pela intervenção da ANS.
Para os especialistas, a análise é simples, a operadora já não dá conta de prestar assistência aos seus clientes, imagina atender pacientes do SUS.
O dinheiro público do convênio será para subsidiar o atendimento adequado aos pacientes do SUS ou para pagar as dívidas da Unimed Oeste do Pará?
Por que investir em uma empresa em crise? Essa empresa que tá em crise terá como prestar um bom serviço?
O Impacto


