PC PRENDE CADEIRANTE E QUATRO MULHERES ACUSADOS DE TORTURAR E RASPAR CABELO DE JOVEM EM ALMEIRIM
A Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou, na tarde de quinta-feira (21), a Operação Ponto Crítico no município de Almeirim e Distrito Monte Dourado. A ação teve o intuito de cumprir cinco mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra suspeitos de envolvimento em uma série de crimes praticados, tendo como vítima uma mulher.
A operação foi comandada pelas equipes das delegacias destas localidades com apoio da Polícia Militar. As ocorrências são relacionadas à tortura, cárcere privado, lesão corporal, ameaça violência psicológica e outras infrações contra Karolina Souza Barbosa desde o último domingo (17).
Segundo a PC, no decorrer das investigações, materiais como vídeos foram inclusos, e neles mostram parte das agressões sofridas pela vítima, e até o mesmo o momento que ela têm os cabelos cortados e posteriormente raspados.
O principal suspeito de articular as agressões é o ex-companheiro da vítima, identificado como Carlos Daniel dos Santos Bentes. Conforme os autos da investigação, ele teria atraído Karolina até sua residência usando o argumento de que estava passando mal, pois o indivíduo é cadeirante.
A vítima informou que ao chegar ao imóvel foi surpreendida de forma cruel por Alexsandra Bentes Pinheiro, Daniela Jenneffyr da Silva Farias e Naiara Bentes Pinheiro com socos, chutes e estrangulamento.
Ainda de acordo com a polícia, as mulheres foram incentivadas pelo indivíduo a cometer toda violência, inclusive, a cortar os cabelos de Karolina com faca, tesoura e logo depois rasparem com uma máquina.
As investigações também mostram a participação de uma quarta mulher de nome Elielza Mendes Moura como auxiliar moral e material na ação criminosa.
Outro ponto que agravou foi a tentativa de homicídio que aconteceu dias após essa situação, ou seja, na madrugada de quarta-feira (20) Karolina voltou a ser alvo, sendo atingida por disparos de arma de fogo. Devido isto, a polícia trabalha com possibilidade de ligação entre os fatos.
A Polícia Civil enfatizou que as prisões foram necessárias para evitar intimidação da vítima, testemunhas, destruição de provas e combinação de versões dos suspeitos, que possuem vínculos familiares.
Todos os alvos da operação encontram-se a disposição do Poder Judiciário. A Polícia Civil destacou que continuará atuando para responsabilizar os envolvidos e reforçou o compromisso no combate à violência contra mulher.
Por Wandra Trindade
colaborou Lorenna Morena
O Impacto


