A CRISE ECONÔMICA, A DESINDUSTRIALIZAÇÃO E O PAPEL DO CONGRESSO NACIONAL NA GERAÇÃO DE EMPREGO
Por Manoel Chaves Lima – Advogado tributarista e trabalhista, inscrito na OAB/PA nº 7677, com mais de 26 anos na advocacia cível
Nos últimos anos, o cenário econômico brasileiro tem se mostrado desafiador para muitas empresas tradicionais do país. Um exemplo emblemático dessa realidade é a migração de mais de 200 empresas brasileiras para o Paraguai, motivada principalmente por uma carga tributária e trabalhista que se tornou insustentável.
Entre essas empresas, destaca-se a LUPO, com mais de um século de história no Brasil, que sentiu na pele o impacto de uma crise profunda que comprometeu a continuidade de suas operações no mercado nacional.
Esse fenômeno não apenas simboliza a desindustrialização do Brasil, mas evidencia uma grave crise de competitividade e sobrevivência do setor produtivo local, que acaba por afetar diretamente o mercado de trabalho e a economia brasileira em geral.
No entanto, a situação parece se agravar ainda mais diante das decisões atuais do Congresso Nacional. A recente aprovação da revogação da escala 6×1, que regulamentava a jornada de trabalho, tem gerado preocupações quanto ao futuro do emprego no país. A medida, que pode levar a demissões em massa, abre caminho para a substituição da mão de obra por tecnologia e robôs, mesmo em um contexto onde a taxa de desemprego juvenil permanece alarmante.
Esse cenário levanta uma questão crucial: onde está o compromisso dos parlamentares eleitos em 2022 com a geração de emprego e renda? Projetos que impactam diretamente a vida de milhões de jovens brasileiros, especialmente aqueles entre 18 e 24 anos que enfrentam dificuldades para ingressar no mercado de trabalho, deveriam ser amplamente debatidos e pautados nas promessas feitas durante as campanhas eleitorais.
A responsabilidade do Congresso não é apenas legislativa, mas também social e econômica. É imperativo que se busquem soluções que incentivem a permanência das empresas no país, que reduzam a carga tributária e trabalhista sem prejudicar os direitos dos trabalhadores, e que promovam políticas públicas de fomento ao emprego digno e à qualificação profissional.
A geração de empregos é a base para o desenvolvimento sustentável do Brasil, e qualquer decisão que comprometa esse objetivo precisa ser analisada sob a ótica do impacto real na vida das pessoas, especialmente dos jovens, que representam o futuro do país.
O Impacto


