ADVOGADO QUESTIONA QUALIDADE DO ASFALTO EM TRECHOS DA BR-163, RURÓPOLIS
Nesta terça-feira (16), a redação do Jornal O Impacto recebeu do advogado Cesar Aguiar informações e questionamentos sobre as obras realizadas nos trechos 80 e 85 da BR-163, município de Rurópolis sentido Itaituba.
O referido advogado encaminhou um vídeo feito por um condutor que trafegava pela via. No vídeo, o indivíduo relata que o local não apresentava buracos e que a intervenção realizada aparenta ser apenas uma aplicação superficial sobre o pavimento existente.
Durante a gravação do vídeo, o denunciante observa o asfalto e declara que não percebe diferença de nível ou espessura entre a área trabalhada e o restante da pista. Segundo ele, “não existe grossura nenhuma” e o serviço seria apenas “uma camada de tinta”.
Um engenheiro especializado em pavimentação foi consultado e explicou que o procedimento exposto pelo vídeo é conhecido como microrrevestimento asfáltico.
Conforme o especialista, a técnica é utilizada, principalmente, para impermeabilizar o pavimento e selar pequenas trincas, ajudando a preservar a vida útil da rodovia, rejuvenescer a superfície e evitar o desgaste prematuro do asfalto. Ele destacou ainda que o microrrevestimento não se trata de uma camada estrutural de pavimentação, ou seja, não tem a função de aumentar significativamente a espessura do asfalto nem de reconstruir a pista.
Cobrança por transparência à população
Apesar da explicação técnica, o denunciante defende que a população seja informada de forma clara sobre o tipo de serviço executado, os objetivos da intervenção e os benefícios esperados para a rodovia.
O espaço segue em aberto para o direito de resposta do órgão responsável pela manutenção.
Veja o vídeo:
O Impacto



A crítica principal não é aspecto técnico da intervenção na rodovia e sim a inversão de prioridade do DNIT, uma vez que mais de 100 km do trecho Rurópolis sentido Santarém está em total abandono e não se resolve, enquanto esse é o melhor trecho q temos na região.