DESORGANIZAÇÃO DIGITAL DA SEFA NO MOMENTO MAIS CRÍTICO DO MÊS
Atualmente, as manutenções no sistema da Secretaria de Estado da Fazenda (SEFA) têm causado transtornos para a população, especialmente, para contribuintes, contadores e empresários que precisam resolver demandas.
O principal problema consiste nas manutenções técnicas serem realizadas justamente no início do mês, considerado o período de maior movimento para contadores, empresas e para a própria arrecadação estadual.
De acordo com as reclamações que chegaram na redação do Jornal O Impacto, essa situação é resultado da falta de planejamento operacional: procedimentos técnicos poderiam ser realizados no fim do mês, quando o fluxo é menor e os impactos seriam reduzidos.
Entretanto, com as manutenções em períodos de maior fluxo, o sistema da SEFA cai, o contribuinte não sabe o motivo, o contador não sabe quando volta e o Estado permanece em silêncio. Enquanto isso, o Estado amplia fiscalização e cobrança, os profissionais da contabilidade enfrentam dificuldades até para cumprir obrigações básicas. Em muitos momentos, sequer é possível emitir uma guia de pagamento para que o próprio Estado possa arrecadar.
Além disso, essa problemática poderia ser reduzida com comunicados públicos sobre as manutenções, evitando, dessa forma, transtornos, ligações e especulações. Nesse âmbito, avisos prévios evitariam transtornos e insegurança para profissionais e contribuintes. Segundo os relatos, a sensação transmitida é de desorganização interna, com setores funcionando sem alinhamento ou coordenação eficiente.
MODERNIZAÇÃO FISCAL?
A transformação digital é de suma importância. Mas, na prática, ainda existem limitações de horário para baixar XML e dificuldades até para emitir guias de recolhimento. Isso demonstra um sistema incompatível com a realidade operacional das empresas e escritórios contábeis. O cenário representa não apenas deficiência tecnológica, mas também desrespeito ao profissional contábil e ao empresário que tenta manter suas obrigações em dia.
Nesse sentido, modernização fiscal não pode significar apenas aumento de fiscalização. É necessário investir em estabilidade, suporte e ferramentas adequadas para quem movimenta a economia diariamente. A precariedade dos sistemas públicos digitais compromete produtividade, arrecadação e a relação entre Estado e contribuinte.
DESORGANIZAÇÃO DIGITAL
O contador tem enfrentado problemas no dia a dia devido a esta má gestão do sistema, uma vez que o cliente e a empresa cobram, e quando o referido profissional vai procurar a ferramenta pública para trabalhar, encontra o sistema indisponível. Não é apenas uma falha tecnológica, mas uma demonstração de desrespeito com quem mantém empresas regulares e ajuda a arrecadar para os cofres públicos.
Portanto, as reclamações levantam questionamentos importantes: até quando a tecnologia da arrecadação continuará funcionando pior do que a tecnologia da cobrança?
Será que a SEFA não precisa, urgentemente, de gestores capacitados para administrar o básico? Ou colocar contadores e profissionais da área tributária para participar das decisões técnicas, pois são eles que enfrentam diariamente os gargalos do sistema?
Em plena era da Reforma Tributária, enquanto outros estados investem em modernização e integração digital, o Norte parece continuar andando em marcha lenta com sistema fora do ar, limitação para baixar XML, instabilidade e silêncio institucional que já viraram rotina.
O espaço segue aberto para posicionamentos sobre essa situação.
O Impacto



Triste mais verdade.