MEMÓRIAS DO MAICÁ
Depois da crítica construtiva que fiz ao péssimo estado das vias de acesso ao Mercado de Peixes do Porto dos Milagres, veio-me à mente a seguinte imagem:
Quando garoto, há mais de cinquenta anos, percorria esse trajeto margeando o rio para comprar peixe diretamente do pescador, ainda na canoa, nas proximidades do Maicá. Era uma caminhada saudável e prazerosa, em contato com a natureza e com a simplicidade da vida ribeirinha.
Retornava para casa, habitualmente, com uma cambada de peixes ainda pulsando, recém-saídos das águas do Tapajós. Eram tempos em que o pescado chegava fresco aos jirais dos lares, adquirido sem intermediários. Cada caminhada transformava-se em uma pequena aventura que permanece viva na memória.
Atualmente, em razão das péssimas condições de trafegabilidade para se chegar ao Porto dos Milagres, lugar de beleza natural inestimável, mudei o itinerário e passei a frequentar o Mapiri, no outro extremo da cidade, que concorre em beleza e fartura com o Maicá, com acesso fácil e panorama agradável.
Santarém situa-se entre essas duas formosas paisagens, emoldurada pelo encontro das águas do Amazonas, o maior rio do mundo, e do Tapajós, o mais belo, cenário que a natureza nos brindou com rara generosidade.
Agradeço a Deus o privilégio de ter nascido e de viver em Santarém, a cantada e decantada Pérola do Tapajós.
O Impacto



Com certeza, temos paisagens deslumbrantes com riquezas do ecossistema, que proporciona fartura e riqueza para a sociedade local!