ANAPÚ – CRISE NA SAÚDE: DESCASO E CALOTE DO MUNICÍPIO AMEAÇAM DESPEJAR PACIENTES GRAVES E IDOSOS DE CASA DE APOIO EM ALTAMIRA

Com aluguéis atrasados há meses, imóvel que serve de refúgio para quem busca tratamento no Hospital Regional da Transamazônica está na iminência de ser fechado.

Uma bomba-relógio humanitária está prestes a explodir no coração da Transamazônica, e as principais vítimas são aqueles que já carregam o peso de doenças graves. A Prefeitura Municipal de Anapu é o centro de um escândalo que mistura irresponsabilidade administrativa, calote financeiro e total falta de empatia humana: a Casa de Apoio mantida pelo município, em Altamira, está a um passo de ser fechada por falta de pagamento.

O imóvel, alugado estrategicamente em Altamira para servir de base, pernoite e acolhimento aos munícipes de Anapu que viajam dezenas de quilômetros em busca de atendimento médico crucial no Hospital Regional da Transamazônica (HRPT), tornou-se palco de uma angústia silenciosa. Há vários meses, a gestão municipal simplesmente cortou os repasses do aluguel, ignorando os apelos da empresa imobiliária que administra a locação do imóvel.

O FANTASMA DO DESPEJO E O DESAMPARO DOS VULNERÁVEIS

Após meses amargando o prejuízo e tentando uma resolução amigável com a administração de Anapu, a imobiliária que administra o contrato de locação do imóvel não viu outra alternativa senão emitir uma notificação formal de desocupação, alertando para o despejo premente.

A notícia caiu como uma bomba entre os usuários da casa. O clima no local é de absoluto desespero. O espaço abriga diariamente dezenas de cidadãos anapuenses, incluindo idosos debilitados, crianças, grávidas e pacientes crônicos que lutam contra enfermidades graves e dependem do Hospital Regional para continuar vivendo.

“Para onde nós vamos se fecharem essa porta? Nós não temos dinheiro para hotel, mal temos para o remédio. Viemos aqui para tentar salvar nossas vidas e agora seremos jogados na rua como lixo?”, desabafou, em prantos, um dos pacientes acolhidos na residência, que preferiu não se identificar por medo de retaliação.

A iminência do despejo cria um cenário de terror psicológico para quem já está fragilizado pela doença. Sem o teto da Casa de Apoio, essas pessoas ficarão completamente desamparadas, sem ter onde dormir, tomar banho ou se alimentar enquanto aguardam consultas, exames complexos ou sessões de tratamento que não existem em Anapu.

FARRA COM O DINHEIRO PÚBLICO OU INCOMPETÊNCIA CRÔNICA?

Enquanto a prefeitura alega, nos bastidores, dificuldades financeiras orçamentárias, a população questiona o destino das verbas públicas. Para onde está indo o dinheiro da saúde e da assistência social de Anapu? Como um município pode virar as costas para os seus cidadãos mais vulneráveis justamente no momento em que eles mais precisam do amparo do Estado?

A comunidade local e os familiares dos pacientes classificam a situação como “crueldade institucionalizada”. O contraste entre os discursos políticos de cuidado com o povo e a realidade nua e crua das paredes da Casa de Apoio é violento. Trata-se de um calote que não fere apenas o direito de propriedade de quem alugou o imóvel, mas fere de morte a dignidade humana de trabalhadores, pais e mães de família que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS).

 DESAMPARO ABSOLUTO

O clima que se instalou na Casa de Apoio nos últimos dias não é apenas de preocupação, mas de um profundo e doloroso sentimento de abandono por parte do poder público. O silêncio nos corredores do imóvel reflete a angústia de quem foi esquecido à própria sorte. No entanto, o desespero diante do teto ameaçado está se transformando em uma necessidade urgente de sobrevivência e por socorro.

Diante do colapso iminente provocada pelo calote e da total falta de respostas da gestão de Anapu, familiares de pacientes e apoiadores já iniciaram uma mobilização de bastidores para formalizar denúncias graves contra a administração municipal.

O caso está sendo documentado para ser protocolado em caráter de urgência junto ao Ministério Público do Estado (MPPA) e órgãos de direitos humanos. O objetivo da ação iminente é fazer com que a Justiça intervenha imediatamente, obrigando o município a quitar os meses de aluguel em atraso antes que as portas sejam lacradas e a tragédia humana se concretize. Pacientes e familiares clamam por socorro e esperam que as autoridades locais ajam com rigor contra o gestor antes que o pior aconteça.

NOTA DE ESCLARECIMENTO

A Prefeitura Municipal de Anapu, vem a público esclarecer os fatos veiculados recentemente pela imprensa a respeito das dívidas da Casa de Apoio em Altamira. É fundamental destacar que todas as pendências financeiras referidas na notícia foram contraídas integralmente pela gestão do EX-PREFEITO LUIZ CARLOS AGUIAR, que foi cassado do cargo devido a irregularidades. Em razão dos graves problemas administrativos e orçamentários herdados, o município encontra-se, inclusive, sob decreto de calamidade administrativa e financeira.

Apesar do cenário adverso deixado pela administração anterior, a atual gestão municipal reconhece que a Casa de Apoio é de extrema importância e essencial para o acolhimento e a saúde da nossa população. Por isso, providências imediatas já estão sendo tomadas para solucionar o problema. Informamos que o processo de licitação para regularizar o serviço e garantir a continuidade dos atendimentos já está em fase de conclusão. O atual PREFEITO ROMILDO SILVA ROCHA, juntamente com toda a equipe de governo, está totalmente focado e empenhado em resolver essa situação com a máxima agilidade, reafirmando o compromisso com a transparência e o respeito ao cidadão.

Atenciosamente,
Prefeitura Municipal de Anapu

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