MULHER É PRESA SUSPEITA DE ESTELIONATO EM SANTARÉM

Segundo a polícia, acusada vendia terrenos sabendo que jamais seriam entregues aos compradores

A Polícia Civil cumpriu, na noite de quinta-feira (6), um mandado de prisão em desfavor de Nadime Patricia Ferreira Carvalho Martins. Ela é apontada pelas investigações como a líder de um esquema de estelionato imobiliário que fez vítimas no município de Santarém, gerando prejuízo financeiro estimado em mais de R$ 700 mil.

Conforme a polícia, a suspeita negociava a venda de casas e terrenos, recebia os valores dos compradores, mas não efetuava a entrega dos imóveis.

Durante os depoimentos, a investigada alegava que os problemas decorriam apenas de contratos não cumpridos ou transações comerciais malsucedidas. Contudo, uma análise minuciosa da cadeia dominial dos imóveis e o cruzamento de documentações e boletins de ocorrência desmentiram a versão da suspeita.

De acordo com o titular da apuração, delegado Wellington Kennedy, a equipe policial constatou a clara intenção dolosa de enganar os compradores, configurando o crime de estelionato e não um simples desacordo comercial.

“Ficou claro que não se tratavam apenas de contratos não cumpridos, mas de crimes de estelionato. Por meio de uma investigação bem técnica, foi constatado o golpe. A suspeita negociava tendo pleno conhecimento de que os terrenos negociados nunca poderiam ser entregues aos compradores”, explicou a autoridade policial.

Ainda segundo o delegado, mesmo após comparecer à delegacia para prestar esclarecimentos em procedimentos anteriores, a investigada mantinha a prática criminosa na cidade.

“Em sede policial, ela prestava esclarecimentos e, posteriormente, voltava a delinquir, a cometer novos crimes. Vítimas perderam economias de anos, dinheiro que seria investido na casa própria, e depois descobriam que foram enganadas. É uma situação extremamente grave”, reforçou Wellington Kennedy.

Diante da gravidade e do risco de novas fraudes, a Justiça decretou a prisão. Nadime Patrícia foi transferida para o Complexo Penitenciário de Cucurunã. Na sexta-feira (7), ela passa por audiência de custódia, momento em que o Poder Judiciário decidirá pela manutenção da prisão preventiva ou pela concessão de liberdade mediante medidas cautelares.

A Polícia Civil mantém as investigações em andamento para mapear o valor total dos golpes e apurar a eventual participação de terceiros no esquema.

Colaborou Lorenna Morena

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