POLÍCIA IDENTIFICA MULHER MORTA A FACADAS EM SANTARÉM

A Polícia Civil identificou como Edilza Ferreira Duarte, de 30 anos, a mulher encontrada morta a facadas na noite de sexta-feira (28), dentro de uma Hospedaria, localizada no bairro Esperança em Santarém. Enquanto as guarnições da Polícia Militar realizavam as diligências para localizar o suspeito identificado como Julian Tiago Maciel, vulgo “Coceira”, a Polícia Científica foi acionada para realizar a perícia no local do crime.

O corpo em seguida foi removido aos exames de necropsia, haja vista, que os peritos também fizeram a coleta de vestígios e procedimentos necessários.

O delegado de Polícia Civil, Wellington  Kennedy, ressaltou que o caso é investigado como feminicídio, artigo 121-A, mas a classificação jurídica definitiva dependerá do avanço das investigações e dos resultados periciais.

A Polícia Civil continua realizando as diligências para esclarecer as circunstâncias da morte, incluindo a oitiva de testemunhas, análise de dados telemáticos e levantamento de outras informações que possam ajudar a determinar a dinâmica do crime e motivação.

OBJETO USADO NO CRIME

PRISÃO DO SUSPEITO

Julian Tiago Maciel, de alcunha “Coceira”, foi capturado após o crime, na residência de sua genitora localizada no bairro Matinha, em Santarém

Diante das informações sobre o crime e das características do possível autor, as guarnições da Polícia Militar iniciaram uma operação saturação intensificando as rondas em diferentes pontos da cidade com o objetivo de localizar o indivíduo.

A ação também contou com a atuação integrada de equipes do Comando de Policiamento Regional I (CPR-I), com apoio do 3º Batalhão de Polícia Militar, 35º Batalhão de Polícia Militar e 2º Batalhão de Missões Especiais.

VÍTIMA COM HISTÓRICO DE CRIMES

A reportagem de O Impacto apurou que Edilza Ferreira Duarte foi presa no mês de fevereiro deste ano, suspeita do crime de lesão corporal de natureza grave, contra a vítima identificada como José Edmilson. As agressões teriam ocasionado fratura na mandíbula e no nariz, resultando na incapacidade para realizar as ocupações habituais por mais de 30 dias e perigo de vida. Esse crime ocorreu no município de Senador José Porfírio.

Após a justiça converter a prisão para preventiva, Edilza foi transferida para o Complexo Penitenciário de Cucurunã, em Santarém.

Na sexta-feira (28) a justiça revogou a prisão preventiva dela, mediante o cumprimento de medidas cautelares diversas da prisão. No mesmo dia, ela acabou sendo morta.

Edilza tem registro de 2021, onde era acusada de tráfico de drogas, associação destinados à produção ou tráfico de drogas e crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente.

Por Wandra Trindade e Baía

O Impacto

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