ESTUDANTE FALSIFICA RECEITA MÉDICA PARA VENDER ANTIDEPRESSIVOS DENTRO DE ESCOLA EM SANTARÉM
Um caso envolvendo a venda de medicamentos controlados em uma escola serve como sinal de alerta para pais e responsáveis sobre a vulnerabilidade de crianças e adolescentes dentro do ambiente escolar.
Recentemente, a aluna de uma escola da rede municipal tentou tirar a própria vida após ingerir diversos comprimidos de clonazepam, um forte medicamento ansiolítico.
Segundo informações, com quadro de intoxicação, a estudante foi levada às pressas ao hospital, onde passou por um procedimento de lavagem estomacal.
O esquema de venda e receitas falsificadas pelo Pinterest
A descoberta do caso revelou um esquema de comércio de medicamentos controlados dentro da própria escola, realizada por um aluno. O fornecedor era um colega de classe que também enfrenta quadros de depressão e solidão.
Inicialmente, o jovem utilizava os remédios de sua irmã, segundo ele, para diminuir a própria ansiedade e dormir melhor. Ao perceber que outros alunos enfrentavam problemas familiares semelhantes, ele passou a vender os comprimidos no ambiente escolar por valores que variavam entre R$ 5 e R$ 15.
O detalhe mais estarrecedor do relato envolve a facilidade com que o jovem conseguia os medicamentos: quando o medicamento de sua irmã acabava, ele mesmo falsificava receitas médicas utilizando modelos que obtinha na rede social Pinterest.
Embora o estudante tenha afirmado que interrompeu as vendas após a colega quase perder a vida, ele revelou que o comércio de substâncias continua ativo por meio de outros alunos.
Omissão institucional e a transferência da estudante
O relato traz à tona uma denúncia de possível negligência por parte da administração escolar. Após a aluna questionar a direção sobre a falta de fiscalização, a escola solicitou que a mãe retirasse a aluna da instituição. A estudante que quase perdeu a vida ao ingerir medicamentos controlados adquiridos dentro da escola, acabou sendo transferida de colégio.
Câmeras sem monitoramento
A família da estudante relata que apesar da existência de várias câmeras no educandário, não há monitoramento do que acontece no dia a dia. “Se houvesse uma pessoa para ficar acompanhando integralmente as câmeras, muitas dessas situações poderiam ser evitadas”. A família também reclama da falta de acolhimento e de estratégia como no caso que aconteceu. “Preferem camuflar a situação para evitar que a reputação do colégio seja prejudicada”.
A reportagem não citou nome da escola, para evitar estigmatização, porém, espera que a Secretaria Municipal de Educação de Santarém, tome as medidas necessárias contra o absurdo que aconteceu, onde a aluna que foi vítima, e que deveria ser acolhida e amparada, foi expulsa.
O aluno que vendeu o medicamento está sendo acompanhado por psicólogo e assistente social, porém, em desabafo, informou que a direção escolar teria pedido para que outros alunos se afastassem dele, causando assim um isolamento social, o que pode piorar o seu quadro de saúde mental.
O Impacto


