MPPA DEBATE ATENDIMENTO HUMANIZADO E ACESSO À SAÚDE PARA PESSOAS CEGAS E COM BAIXA VISÃO EM SANTARÉM
A Promotoria de Justiça Cível de Santarém participou, no dia 25 de setembro, de uma mesa de debates sobre acesso à saúde e atendimento humanizado para pessoas cegas e com baixa visão. A atividade integrou a programação da 30ª Semana Santarena da Pessoa Cega e de Baixa Visão, promovida pela Associação dos Deficientes Visuais do Baixo Amazonas (Adevibam).
A promotora de Justiça Larissa Brasil Brandão, titular do 11º Cargo de Promotoria de Justiça de Santarém, participou da mesa, juntamente com Sílvia Gato, enfermeira e sanitarista representante da Secretaria Municipal de Saúde. A mediação foi do presidente da Adevibam, Ivanilson Ribeiro.
A promotora falou sobre a atuação do MPPA, os fluxos de atendimento e as atribuições da promotoria nas questões de saúde. Destacou a importância do atendimento humanizado e adaptado às pessoas cegas ou de baixa visão, a exemplo dos receituários e documentos escritos.
A partir das demandas apresentadas, sugeriu que fossem traçadas prioridades em relação às políticas públicas de saúde voltadas para as pessoas com deficiência. “O foco principal da saúde sempre tem que ser a prevenção. E isso fica muito a desejar no nosso município. Hoje estamos enfrentando um colapso na área da saúde. São filas extensas tanto no município, como também na regulação estadual”, destacou.
A representante do MPPA pontuou ainda a necessidade do atendimento diferenciado para a pessoa com deficiência, a acessibilidade nas Unidades Básicas de Saúde e o preparo dos profissionais. “Quando a gente fala da equidade, do princípio da igualdade, não é tratar todo mundo igual, é tratar considerando a diversidade de cada um”, concluiu Larissa.
Ivanilson Ribeiro ressaltou as parcerias que a associação tem feito para ações conjuntas e atendimentos, e reconheceu a atuação do MPPA nas conquistas e busca pelos direitos. “Sabemos das dificuldades que nós enfrentamos desde o Posto de Saúde até os especialistas”, disse. Foram relatados casos de espera por consultas, exames e cirurgias por meses e anos, o que pode agravar os quadros de condição de baixa visão para cegueira total e prejudica o tratamento.
Os casos e demandas discutidos foram registrados e as pessoas foram orientadas quanto ao modo de acessar os órgãos da rede, incluindo a promotoria e as secretarias municipal e estadual. ( com informações do MPPA)
O Impacto


