Alimentos e vestuário devem ter reajuste de 5%

A alimentação e o vestuário do paraense devem sofrer reajuste por conta do aumento de 6% no preço do diesel. O vice-presidente da Associação Paraense dos Supermercados (Aspas), José Oliveira, garantiu que haverá um aumento no setor alimentício que pode chegar até 5%. “O aumento do diesel interfere no aumento do frete e por tabela, acaba interferindo no preço dos alimentos. O consumidor vai sentir a diferença”, ressalta.

A previsão para que o reajuste no preço dos alimentos aconteça é de 30 dias. “O reajuste do diesel foi anunciado nesta segunda-feira, então acho que daqui há um mês os alimentos passarão a sofrer interferência no valor”. Oliveira explica que os supermercadistas podem tentar conversar com as transportadoras. Mesmo assim, acha praticamente impossível o aumento do diesel não interferir no valor final da mercadoria. “Podemos tentar fazer um acordo com as transportadora, mas sabemos que isso será muito difícil”, diz.

O vestuário do paraense também deve ficar mais caro nos próximos meses. O presidente do Sindicato dos Lojistas do Pará (Sindilojas), Jorge Colares, afirma que, a partir de março ou abril, o consumidor começará a perceber um certo aumento que também pode variar entre 5% e 6%.

“Ainda não há como estimar de quanto será esse aumento, porém, é muito provável que ele aconteça, já que com certeza o preço do frete irá aumentar”.

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O aumento do preço do diesel foi anunciado no último domingo. Segundo Mário Melo, do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Estado do Pará (Sindicombustíveis), a justificativa para o reajuste foi o aumento no preço do biodesel, que é misturado ao diesel.

Diário do Pará

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