Informe RC

ACABAR. BASTA QUERER I

Reclamações de famílias contra barulho proporcionado pela irresponsabilidade da juventude do “futuro” que com aval dos pais transformam seus veículos numa parafernália de aparelhos de sons “caros” perturbando o sossego público até alta madrugada em diversos locais da cidade e da Orla de Alter do Chão, vem de anos, atravessando administrações, e chegou a hora de dar ponto final nesse desrespeito, basta querer. A quem cabe a culpa? Durante o dia, os que percorrem ruas, principalmente do centro da cidade e comércio, cabe a Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Fora do horário comercial a responsabilidade maior é da Polícia Civil, Militar e da Promotoria do Meio Ambiente, que deviam fazer blitz e apreender carros, retirar equipamentos sonoros e a Polícia Civil encaminhar procedimentos individuais de crime ambiental à Justiça, que decide o valor das multas, geralmente altas, e o destino a ser dado à aparelhagem.

ACABAR. BASTA QUERER II

Se fizerem acaba, basta querer. O que não pode e nem deve existir é a interferência política nos trabalhos da Polícia e da Justiça a pedido dos “papis”, quando a ação beneficia a população. Na cidade de Itaituba, há bem pouco lidou com situação idêntica a hoje existente em Santarém, fizeram isso, os equipamentos de sons apreendidos foram doados pelo Juízo local a igrejas (católicas e evangélicas) que passaram a ter uma utilidade nobre junto a fiéis, bem diferente de infernizar o sossego público na hora de descanso. Se fizerem como no Município vizinho a bagunça acaba, basta querer. Aqui existem centenas de templos religiosos em comunidades ribeirinhas e do planalto, onde o som é a “garganta” dos pastores.

NA TRILHA DO SUCESSO

Caso o prefeito Alexandre Von, distinguisse entre os 6 homenageados com a medalha Padre Felipe Bettendorff “a mais alta comenda do Município” concedida anualmente por ocasião do aniversário da fundação de Santarém “junho”, de sua livre escolha, embora ouça sugestões, a 3 ilustres santarenos de nascimento com trajetória brilhante no campo da poesia, música e jornalismo “Rui Barata (in memorian), Sebastião Tapajós e Lúcio Flávio Pinto”, não estaria fazendo mais que justiça pelos feitos do trio, levando o nome do Município pelo Brasil e exterior, faturando prêmios e diplomas. Nesta sexta 26, até 5 de maio, abre em Belém a Feira Pan-Amazônica do Livro no Hangar Convenções homenageando o escritor e poeta Rui Barata (falecido) que na cidade onde nasceu, não empresta o nome nem a beco, a não ser a um auditório da UFOPA. Por isso dizem de Santarém ser cidade sem história nem memória, ignorando a trilha de sucesso de seus filhos.

O MESMO QUE NADA

O senador Mário Couto “PSDB”, transformado em Justiceiro do Senado Federal, se intitulando cidadão de reputação ilibada “contestada”, usando os termos ladrão e cadeia, pensando amedrontar adversários, dificilmente vai alcançar seu objetivo. Quanto a prometida CPI do Senado, para apurar irregularidades na SUDAM, pensando atingir o colega de Casa, Jader Barbalho, ficou na intenção, desistiu. A Comissão Especial formada pela Mesa Diretora do Senado, do qual é presidente, e um desconhecido senador Ivo Cassol, relator, com enes acusações no Supremo, desembarcados em Belém na quinta 18, para comprovar falcatruas do presidente da Federação Paraense de Futebol, taxado de desonesto junto com diretores da entidade, não foi levado a sério pelos acusados que chamados não compareceram, baseados no regimento interno do Senado que desconhece o poder dos senadores de apurar, a não ser por meio de uma CPI, assim mesmo a nível federal, aí obedecem, mas a Comissão do Mário Couto não.

ELOGIO PRECIPITADO

De quando em vez canais de TVs mostram a péssima qualidade das casas do programa federal Minha Casa Minha Vida, financiadas pela Caixa Econômica com dinheiro do trabalhador nos estados no que pese a fiscalização do órgão. Em Santarém, a companheira vereadora Ivete Bastos “PT”, acostumada exigir com passeatas pelas ruas da cidade da Superintendência Regional do Incra investimentos sociais nas áreas de assentamentos, deu nota máxima com aval precipitado dos colegas em audiência pública na Câmara Municipal à “zelosa” empresa encarregada da construção de 3081 unidades iniciadas no final da administração passada, localizadas na rodovia Fernando Guilhon, com conclusão prevista até fim de 2014, ainda sem terem iniciado, com convencimento,  as obras de infraestrutura necessárias para oferecer condições de habitação aos futuros moradores e não deixar a área se transformar em favela, como ocorre em outros locais, e que a Vereadora carrega a obrigação de fiscalizar. Elogio é bom no final.

OBJETO DE DESEJO

Objeto de desejo de empresários ligados ao ramo de entretenimento, aguardando ser posta em licitação, é o Terminal Turístico Fluvial, um dos mais bonitos do interior do Pará, localizado na Orla em frente à cidade e colocado em mãos no governo passado a preço de pirulito ou saco de pipoca como aluguel, quase de graça, a uma empresa comercial sem nunca ter cumprido com suas finalidades, cultural e turística, a não ser vender pizzas a turistas regionais. Os “senadores” do “senadinho”, das laterais da garapeira Ypiranga na Praça da Matriz, são de opinião do prefeito Von não licitar e sim passar o imóvel junto com o de Alter do Chão a Secretaria de Cultura, onde o professor Nato Aguiar possa dar novos rumos aos locais em que a cultura, artesanato e iguarias regionais, sejam expostos aos visitantes.

APRESSADOS

Para observadores políticos locais, a recém iniciada administração do prefeito Von “PSDB” pode ser politicamente atropelada pela intenção precoce de políticos com mandatos em disputar sua sucessão em 2016 em eleição com dois turnos, isso se tiver pretensão de reeleição que todos acreditam ter, por ser praxe de seus antecessores. Se não, resta esperar que faça boa administração superando as anteriores para dar as cartas e eliminar os apressados. Se os interessados em conquistar a Prefeitura saírem da toca, o número de candidatos vai ser grande e o deputado federal Lira Maia “DEM” com mandato ou não e o atual Prefeito vão continuar donos do baralho, principalmente se o governador Simão Jatene for reeleito em 2014. A pressa é inimiga da perfeição. Quem corre cansa.

CAMINHO ERRADO

Em cidades menores já existe, e em Santarém há anos se faz necessário. O vereador Geovani Aguiar “PSC” apresentou na Câmara projeto de lei criando o Diário Oficial Eletrônico do Município, ferramenta necessária a todo Prefeito que dispõe de secretarias com autonomia financeira para onde são canalizados recursos e também de interesses da população esclarecida, do comércio e da indústria. Caso o Vereador deseje fiscalizar atos do Prefeito e setores da administração, o que é de sua obrigação e de seus colegas, tomou caminho errado, por já existir lei federal (131/2009) que criou o Portal da Transparência, só que é tratada como potoca, ninguém respeita nem obedece. Certo seria o Diário impresso.

ATÉ QUE OBRIGUEM

Na maioria dos municípios do sul do Pará, o Ministério Público Estadual está obrigando prefeitos a cumprirem lei que proíbe dar nomes de pessoas vivas a artérias e próprios públicos. Em Santarém, no governo passado, a ex-Prefeita autorizou ao setor competente a verificação dos beneficiados indevidamente com a honraria, sem a intenção ter saído do papel, continuando tudo como antes. Como o Prefeito não dispõe de tempo para tomar iniciativa de obrigação do segundo escalão, o que também diz respeito à Câmara Municipal, o presidente do Poder Legislativo devia constituir uma comissão de vereadores ou solicitar a contribuição dos imortais da Academia de Letras e Artes de Santarém para procederem o que manda a lei, antes dos promotores de Justiça tomarem a iniciativa antipática de obrigar.

SORTUDA. LEGAL, NÉ?

Nada contra benefícios da lei, principalmente quando a sortuda é membro ilustre da única oligarquia política milionária existente no País (comparada aos irmãos Castro, na Ilha de Cuba), dominando um Estado pobre, o Maranhão, conhecido como Haiti brasileiro pelos seus bolsões de pobreza e miséria, sem o chefe do clã ex tudo da república, atual senador José Sarney, nunca em 56 anos ter sido oposição, inclusive foi fiel aliado civil até 1 ano antes do término da Ditadura Militar (1964 a 1985). De lá pra cá, até sua aliança com o ex-presidente Lula, pelo qual era tachado de desonesto, a história é outra, vamos passar. Sua filha Roseana Sarney, Governadora, foi aposentada pelo Senado Federal, onde era funcionária ausente sem bater ponto e nem ter ido ao trabalho desde 1984, com a mixaria de R$20.9 mil limpos, a ser somado em breve a outra de ex-Governadora quando deixar o cargo. Legal, né? Quem pode responder é um General do Exército, 5 estrelas, proibido de grevar, ganhando R$14 mil brutos, menos que gerente de boca de fumo de uma das periferias de Santarém.

PASTOR EM ALTA

Sem tempo para atender milhares de convites de igrejas evangélicas espalhadas pelo País, promovido a celebridade nacional por grupos sociais radicais ligados a partidos de esquerda, acusado de homofóbico e racista, pedindo sua renúncia ao cargo depois de eleito para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara Federal, o pastor-deputado Marcos Feliciano “PSC”, assiste sua igreja em 60 dias quadriplicar o número de fiéis e o aumento da arrecadação, estando atrás de 30 pastores para atender o rebanho. Enquanto isso acontece, semana anterior em Brasília, nos corredores do Congresso, grupo de manifestantes com faixas e cartazes pediam a saída da Comissão de Constituição e Justiça dos deputados réus no Processo do Mensalão. A Igreja do Feliciano está parece massa de pão, quanto mais batem mais tufa.

PIMENTA NÃO É REFRESCO

Caso a morte do jovem estudante boliviano de 14 anos, ocorrida pelo disparo de um sinalizador de navegação num estádio da Bolívia, com 12 torcedores da torcida organizada do Corinthians presos desde fevereiro, acusados de responsáveis, tivesse ocorrido no Brasil, os detentos “inocentes” não precisariam da confissão suspeita do menor de 17, reconhecendo ser autor do disparo, e o episódio, como de costume, teria sido encerrado. Na pior das hipóteses estariam soltos, respondendo pelo crime em eterna liberdade, por terem profissão, trabalho e residência fixa. Não haveria necessidade de autoridades brasileiras, incluindo Ministro da Justiça, irem à Bolívia, se humilhar e tentarem mostrar, sem êxito, ao Judiciário boliviano de pimenta, nos olhos dos outros, ser refresco. Mas lá não é.

SE VIRA NOS 30

Vereadores da bancada de apoio ao Prefeito na Câmara Municipal, que sempre tiveram “participação” na administração, indicando secretários e os famosos aspones (assessores de porra nenhuma) ganhando sem trabalhar, dados a parentes, amigos e cabos eleitorais, estranham o silêncio do gestor e se sentem como os participantes do programa do Faustão no quadro Se Vira nos 30, com exceção do vereador Reginaldo Campos “PSB”, o que não ocorria há quase 20 anos, dizem os mais antigos. Como os queixosos não possuem espírito de oposição, tornando-se cultura no Legislativo, de Vereador viver a sombra da Prefeitura, vão ter de se conformar, com o estilo de governo do Von. Têm 4 no grupo que sempre dizem sentirem saudades da época da Maria.

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