PF investiga possível incêndio criminoso com veículos do Ibama

Na madrugada desta sexta-feira (07), um caminhão cegonha que transportava viaturas novas do Ibama foi consumida por incêndio. De acordo com informações, o veículo estava parado na comunidade de Cachoeira da Serra (área rural de Altamira) onde aguardava reabrir a rodovia BR-163 que está bloqueada por manifestantes para poder então, seguir viagem.

A motivação do incêndio ainda é desconhecido, a polícia investiga a possibilidade de ser criminoso. Estima-se que 8 viaturas foram totalmente destruídas. Uma equipe da Polícia Federal de Santarém, se desloca até o local do ocorrido para investigar as possíveis causas desse incêndio.

Aguardem mais informações…

POSIÇÃO DO GREENPEACE SOBRE ATAQUE AOS CARROS DO IBAMA

Na madrugada desta quinta-feira, oito caminhonetes do Ibama foram incendiadas na rodovia BR-163, na altura de Cachoeira da Serra, no município de Altamira, no Pará. Em reação ao ataque, o órgão determinou o bloqueio de todas as serrarias da região de Novo Progresso, a principal cidade do sudoeste paraense, e pediu o apoio da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal para apurar o incêndio e reforçar a segurança. A região onde ocorreu o crime tem sido alvo constante de fiscalizações do Ibama contra desmatamento e garimpo ilegal.

Também na quinta, o ativista Ademir de Souza Pereira foi executado a tiros em Porto Velho, Rondônia. Ademir participava da Liga dos Camponeses Pobres de Rondônia (LCP) e estava no local para participar, juntamente com a esposa, de uma reunião no Incra.

“Na Amazônia, os crimes contra as comunidades locais e o meio ambiente estão fora de controle. A população e a floresta sempre foram vítimas da falta de governança, mas o atual governo está piorando em muito a situação”, avalia Marcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace. “O que vemos é uma consequência direta das políticas patrocinadas por Temer e pela bancada ruralista. Eles têm a mancha da violência e do desmatamento nas mãos”, comenta.

Os crimes acontecem no momento em que o país registra novos recordes de violência no campo. De acordo com a CPT (Comissão Pastoral da Terra), os cinco primeiros meses de 2017 registraram 37 mortes no campo – é o início de ano mais violento do século. 2016 já havia batido esse triste recorde, com 61 assassinatos. A violência cresce exponencialmente juntamente com o desmatamento, que subiu 29% em 2016 – a maior taxa dos últimos oito anos.

Os ataques à agenda socioambiental não são recentes, mas o enfraquecimento dos sistemas de proteção do meio ambiente e dos direitos humanos vem crescendo rapidamente desde que Michel Temer assumiu a presidência e, consequentemente, a bancada ruralista passou a integrar o centro do poder. Desde então, já houve cortes de verbas no orçamento do Ministério do Meio Ambiente e na Funai; a Medida Provisória 759, que beneficia a grilagem de terras, foi aprovada no Congresso; o licenciamento ambiental pode ser enfraquecido por novo Projeto de Lei; e grandes áreas de terras da União podem ser liberadas para venda para estrangeiros.

Assessoria de Imprensa
Jéssika Oliveira

RG15/ O Impacto com informações do Jornal Folha do Progresso e ascom PF.

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