O MÊS DE MAIO E JUNHO | Eduardo Fonseca Ed. 1199

O MÊS DE MAIO E JUNHO

Estamos entrando, tecnicamente, na última semana do mês de Maio.
O mês de Maio é o mês das Flores. O mês das noivas, (embora o Santo casamenteiro, venha no mês seguinte).
E era o mês de Maria, onde as romarias aconteciam em todos os cantos desse País mariano. O mês de Nossa Senhora de Fátima, da minha protetora Santa Rita de Cássia, das rosas vermelhas. O mês de Maria é o mais importante para mim. O mês do dia em homenagem as mães. E lembro-me de que na minha infância, que na escola, nestas festas em homenagem às nossas genitoras, tinha um versinho muito delicado que era assim: EU VI MINHA MÃE REZANDO/ AOS PÉS DA VIRGEM MARIA/ ERA UMA SANTA ESCUTANDO/ O QUE A OUTRA SANTA DIZIA”.
E aí vem o mês de junho
O mês de muitos folguedos, dentre elas as chamadas festas Juninas, porque ocorrem no mês de junho, das festas em homenagem ao Santo casamenteiro – para as encalhadas, que se apegam com São João e ele lhes responde: ISSO É LÁ COM SANTO ANTONIO.
É o mês do forró (que ainda lutam para que este se torne um patrimônio da cultura brasileira), das belas quadrilhas, com as mulheres, com aqueles seus vestidos, bem talhados e ornados, os homens também (não são esses sujos que insistem em aparecer aqui em Santarém). É o mês do nosso boi bumbá. Do nosso!, como o “Bossa Nova” do saudoso Bendelack, tinha a cara de pamonha e o rosto luminoso, e o rabo era em palha de ” cebola”.
Dos Cordões, como o do “Tucunaré” do saudoso palhaço Cartolinha. Do “Tangará” do Nenen e da “Garça” da professora Esmeralda, do cordão infantil “Bentivi” da minha irmã Evonildes e do seu esposo Anthymio Figueira e do boi “Veludinho” da saudosa Professora Romana Leal.
É o mês do “Pau de sebo” – o pau escorregador lá em cima tem dinheiro para o primeiro “subidor”.
Junho é o mês das adivinhações (uma faca na bananeira, a de refletir o rosto na água em uma bacia), e ainda, o mês das quermesses, após o “Casamento na Roça”. O mês das fogueiras, (ainda se tem a original?), hoje, nas quadras fazem fogueira, com uma lâmpada acesa no meio e uns “fiapos” de papel celofane, se movimentando, com os ventos de um ventilador, representado as chamas da fogueira.
Não há mais lugar na zona urbana para uma fogueira original, feitas com “sacai”, das matas onde hoje é o agitado bairro do Aeroporto Velho. É o mês das iguarias, como o tarubá, tacacá, mingau de milho verde, pamonha, milho assado, milho cozido, o mês do vatapá, do mungunzá, da tapioquinha na folha da bananeira, do beju, da rosquinha de farinha de tapioca, da pipoca de Óbidos, bolo de macaxeira, até “bolo podre”, tem. E em alguns lugares, ainda nesta época, pupunha, aluá, gingibirra, piquiá.
Dos foguetes, dos foguetinhos, dos bastões luminosos, das rodinhas e dos estalos.
Nas iguarias da época, não tem “churrasquinho de gato”, acompanhado com copinho de farinha, viu?
Neste ano como acontecem de quatro em quatro anos, é ano de Copa do Mundo. As bandeirinhas que enfeitarão as quadras, após tantas dificuldades para liberar o local, pelas autoridades “preocupadas”, com as nossas seguranças, deveriam predominar o verde e o amarelo. E ao resto só curtir as festas juninas que hoje em Santarém, com os verdadeiros grupos folclóricos que perderam seus líderes, e só nas escolas, com raras exceções que mantém a tradição, com a originalidade, sem “Street Dance”.
Para se encerrar esse pequeno comentário, Lembre da procissão de São Pedro. E como Santarém está com muito lixo. Vem aí o dia de São Marçal, que pela tradição, no seu dia, se queimara ‘paneiros” e todos os restos das quadras juninas…
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95.000 pescadores estão com seus seguros defeso, suspensos. E em Santarém tem dois mil com seguros suspensos. Por quê, se já se consome peixe de cativeiro, não precisa mais passar a noite na espera no lago, com carapanã e chuva, e outras “visagens”? Eles moram todos na cidade, vem de moto para o mercado e não tem canoa, nem bajara, nem rabeta. O peixe vem “quem diria”, hoje em caminhão geleira, de outro Estado. Ainda querem receber o seguro defeso? Isso é desonestidade! Depois falam dos políticos! ///////////// Hoje tem SEXTA DA SAUDADE NO FLUMINENSE – uma promoção dos Ex–alunos do Seminário São Pio Décimo, com o toque musical da Banda STILLUS, imperdível! //////////// E atenção! DIA 08.06.2018 – ANTECEDENDO OS FESTEJOS DO DIA DOS NAMORADOS – ODILSON MATOS, EX DIRETOR E PRODUTOR DO EX HIPPIES, O MELHOR CONJUNTO DE BAILE JÁ EXISTENTE EM SANTARÉM, FARÁ LANÇAMENTO, NO FLUMINENSE, DO SEU NOVO GRUPO MUSICAL, FRUTO DA TERRA. SERÁ UM MARAVILHOSO SHOW BAILE. MESAS ANTECIPADAS NA SECRETARIA DO CLUBE.

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