Feirantes denunciam abandono e descaso do Poder Público

Segundo os vendedores, a SEMINFRA não tem cumprido os acordos para melhorar a estrutura do do mercado da Rodagem

José Dorismar diz que poeira está estragando frutas e prejudicando venda

Nossa equipe de reportagem esteve visitando esta semana a Feira da Rodagem para onde foram transferidos os trabalhadores que atuavam na Feira do Tablado, em frente ao Mercadão 2000, por decisão judicial. O presidente da Associação dos Feirantes, José Dorismar, falou com exclusividade sobre essa mudança.

“O que eu posso falar em relação ao movimento, para quem vende fruta no grosso varejo, ou seja, entrega para frutarias e cidades vizinhas, até que não caiu muito o movimento, mas em relação à venda diretamente para o consumidor, caiu muito, principalmente para o pessoal trabalha com lanches e que vendiam muito para quem chegava do interior nas embarcações. Por exemplo, o cafezinho com a tapioca quentinha, isso não tem como eles venderem. Essa mudança dificultou muito. A questão ambiente aqui está muito complicada, com essa poeira que fica na rua o dia todinho e cai sobre as frutas. Com essa poeira, a casca da banana queima; sem falar que com esse calor, por falta da estrutura de cobertura, também a banana fica macia rápida e estraga. Nós conversamos, em uma reunião, com os nossos governantes, inclusive o Prefeito esteve aqui conosco, quando entramos em acordo, ou seja, nós daríamos o cimento e eles entrariam com a mão de obra, para fechar essa área aqui na frente. Mas, já está com 15 dias e até agora não apareceu ninguém. Inclusive falamos com o secretário Daniel Simões, que respondeu que estava faltando cimento, porém, dissemos que isso não era problema, que compraríamos o cimento, mas nem para medir a área para esquadrejá-la e começar o piso, ele não apareceu”, declarou José Dorismar.

PISO DEVE SER

FEITO COM URGÊNCIA

Ao ser questionado pela reportagem sobre o que deveria ser feito para que melhorasse a estrutura do local e ficasse em condições adequadas, José Dorismar informou: “O principal é a cobertura e o piso. No nosso projeto que fizemos junto à Prefeitura, seria toda a cobertura no local de embarque e desembarque de mercadorias. Tem um local, também, queria cedido a uma empresa (farmácia ou supermercado) que se responsabilizaria de fazer essa cobertura, todo o piso com o estacionamento na frente aqui na lateral, com as bancas todas de alvenaria. Seria um ambiente bem saudável e higiênico para a população comprar uma mercadoria de primeira. Mas, só que até hoje isso nunca funcionou. Esse projeto ficou só no papel. No entanto, só o piso já serviria, para tirar essa poeira aqui. Também quando chove fica o maior lamaçal. Como disse antes, nós vamos dar o cimento, mesmo assim o secretário Daniel não se manifestou” .

“Pelo que observamos, nessa área existem poucos comércios que vendem frutas, a instalação dessa feira seria importante para os moradores dessa área? Perguntamos.

“Sim. Se tivesse uma estrutura boa, seria uma feira completa, inclusive aquele peixe fresquinho que vendem em cima do cais pela parte da tarde poderia ser vendido aqui nessa área do lado. Dessa forma, com esse local todo estruturado, nós íamos ter o peixe bem fresquinho, a banana, laranja, tangerina, abacaxi, uva, pêra, maçã, coco e todo tipo de verdura. Seria algo bem interessante tanto para nós quanto para a população dessa área, que iria desfrutar de um produto bem mais acessível, mais barato e de boa qualidade. Agora nós estamos empatados com a falta de estrutura”, afirmou.

ABANDONO

Qual seria a solução, de imediato? Voltamos a perguntar.

“Logo a princípio, tem que fazer esse piso e se fosse possível, asfaltar a rua que está por trás do posto de combustível, pois quando um carro passa joga essa poeira para cá. Nós temos vídeos gravados, lavando isso aqui de madrugada, para amenizar a situação. Então, se fosse possível do Prefeito olhar com carinho para essa área e asfaltasse, eu acredito que não dá 100 metros, seria excepcional. Eu agradeço a presença da TV Impacto aqui, acredito que vocês darão um apoio para nós. Quero lembrar que nos tiraram daquele tablado por causa de saúde pública, não foi por causa da orla, porque se fosse por isso eles teriam tirado a gente de lá muito antes, não teriam usado argumento de saúde pública. Nos colocaram aqui nesse local e nos abandonaram, deixando a gente em uma situação bem precária”, finalizou José Dorismar.

Por: Edmundo Baía Junior

Fonte: RG b15/O Impacto

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