Fósseis de animais são encontrados no Acre

Fóssil de jacaré é comparado com o descoberto

Fragmentos da mandíbulas de jacarés de médio porte que teriam vivido há 8 milhões de anos na Amazônia foram identificados por pesquisadores da Universidade Federal do Acre (UFAC). Os fósseis haviam sido descobertos em 1999 no município de Senador Guiomard, às margens do Rio Acre, mas até então estavam guardados no Laboratório de Paleontologia da universidade.

Segundo o doutor em paleontologia e especialista em jacarés fósseis Jonas Pereira de Souza Filho, que também é professor associado da UFAC, é comum os laboratórios deterem material de campo que não é aberto nem estudado de imediato. Uma análise mais detalhada desse animal, que tinha cerca de 2,5 metros, está sendo feita. O réptil assemelha-se ao atual jacaretinga (Caiman crocodilus), que habita a região, mas a diferença é que aquele tinha um focinho mais alongado.

O nome oficial da nova espécie ainda está em discussão, mas deve homenagear a Amazônia. Os pesquisadores preparam agora um artigo científico sobre a descoberta, que deve ser apresentado em setembro durante um encontro na Argentina sobre paleontologia de vertebrados. O passo seguinte será publicar o achado em uma revista científica.

De acordo com Jonas Filho, o Acre está em uma zona de sedimentação propícia para a fossilização. Essas pequenas partes de mandíbulas, portanto, são o indício de que outros animais, ainda inéditos para a ciência, podem ser encontrados no futuro. “Ainda há muita coisa para se descobrir e falar sobre a nossa pré-história. Essa é apenas a ponta do iceberg da paleontologia”, disse.

Em 1986, foi localizada no Acre a peça mais completa do jacaré gigante Purussaurus brasiliensis, um dos maiores predadores que já viveu na Amazônia. Além disso, o estado é uma importante fonte de informações pré-históricas: nele já foram identificados quase 300 geoglifos, desenhos no solo que podem ter sido feitos por civilizações antigas.

Fonte: G1

Notapajos.com

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