Plebiscito para divisão do Pará será em todo Estado

Tapajós e Carajás

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem (24) que toda a população de um Estado tem que ser consultada em plebiscito sobre a divisão de seu território e não apenas os cidadãos que vivem na área a ser desmembrada. A decisão da Corte foi por unanimidade.

A ação julgada foi proposta em 2002 pela Assembléia Legislativa de Goiás, mas a decisão afeta diretamente o plebiscito que decidirá sobre a divisão do Pará para criação dos estados do Tapajós e de Carajás.

O relator da ação, ministro José Dias Toffoli, argumentou que a população das áreas remanescentes do estado a ser dividido também precisa ser ouvida em respeito à soberania e cidadania. “Não posso desprezar parte dessas populações. O desmembramento de um estado da Federação afeta uma multiplicidade de interesses que não podem ser exclusivamente atribuídos à população da área que se vai desmembrar”.

O ministro Carlos Ayres Britto lembrou que a divisão de um estado afeta também a população da parte remanescente, o que legitima o direito de participação dessa parcela no plebiscito. “Como um estado, sem ser ouvido por toda sua população, vai se privar, se desfalcar de parte de sua população? O plebiscito é consulta eleitoral, é modalidade de democracia direta, participativa. A vitalidade do processo plebiscitário será maior quanto mais alargada for a consulta”, defendeu.

No caso do Pará, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) já havia definido que toda a população do estado participará do plebiscito. No dia 11 de dezembro, os paraenses vão às urnas para decidir sobre a divisão do estado. Os eleitores responderão a duas perguntas: “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado do Tapajós?” e “Você é a favor da divisão do estado do Pará para a criação do estado de Carajás?”.

Por: Luana Lourenço/Agência Brasil

Um comentário em “Plebiscito para divisão do Pará será em todo Estado

  • 27 de junho de 2013 em 21:57
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    Voçês votariam não somente pelo simples fato de não saberem o que é viver em uma terra ríquíssima de jazidas, e ao mesmo tempo pobres de investimentos pois todo os recursos obtidos vão para o bolso de políticos que se localizam na capital que se quer vem em periodo politico.

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  • 25 de novembro de 2011 em 09:33
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    nao acho q com a divisao do para va mudar alguma coisa e se eu podesse votar vataria nao e nao ninguem divide para.

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  • 9 de novembro de 2011 em 21:36
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    eu sou a favor por que alem de desenvolver tapajos e carajas ira melhorar as questões financeiras pro para e concerteza tapajos e carajas terao que investi em mão de obra que trara mais empregos pros trabalhadores

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  • 10 de setembro de 2011 em 13:30
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    Fico indignado com pessoas que se dizem amantes da terra onde nascem e se deslumbram com discursos de “políticos” oriundos dessas regiões, ou pior, vindos de terras distantes para camuflarem o verdadeiro interesse em dividir o nosso Estado. Pessoas que não conseguem uma eleição no Estado, ou pior, nem no local de onde vieram, tentam dividir uma história, uma cultura, uma raça para que numa região menos concorrida consigam concretizar seus verdadeiros sonhos, que é de estar numa câmara ou senado Federal ou até mesmo uma ascenção a um governo estadual. Sejamos todos mocorongas, papa-xibés, papa-castanhas. Entretanto o mais importante, sejamos sim, paraoaras e tenhamos um verdadeiro sentimento nativista por esse belo Estado como um todo evitando que passe a existir três estados fracos, três estados sem força política, onde dois deles passariam décadas a mercê da boa vontade do Governo Federal, sem condições de se locomoverem com suas próprias pernas. Somos todos paraenses e em função disso, procuremos ter mais orgulho da terra que vivemos, que moramos, que amamos, pois o PARÁ é um só.

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  • 25 de agosto de 2011 em 12:22
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    O QUE VAI OCORRER É UMA EMANCIPAÇÃO E NÃO UMA SEPARAÇÃO..

    O ser humano é muito egoísta, Pará, Tapajós e Carajás nunca vão se separar por questões geográficas.
    O que essa população que vive em situação de pobreza só deseja é se emancipar e construir um bem estar melhor, mais conforto, melhorias, infra estrutura, enfim um padrão de vida melhor. Todos irão crescer, o futuro Pará terá um PIB maior que os outros dois juntos.
    Não dá para ter uma região metropolitana de Belém desenvolvida e uma imensidão de território vivendo na miséria.
    Isso é egoísmo e ganância em detrimento do seu vizinho.
    Viva o futuro Estado do Pará, Tapajós e Carajás em prol de um Brasil melhor. Todos tem o direito de melhores condições de vida e a emancipação vai beneficiar a todos.
    Foi melhor para Goias e Mato Grosso e será melhor para desenvolver o Pará.
    Eu, friamente quero um país melhor e o melhor para essa região, é a emancipação dessa região esquecida.
    Por isso digo SIM. TAPAJÓS E CARAJÁS DEVEM SE EMANCIPAR, para acabar com o desmando e abandono dessa região.
    O povo já está cansado de sofrer, falta tudo nessa região, professores, médicos, falta a presença do poder público.
    Voto “SIM”.

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  • 25 de agosto de 2011 em 09:00
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    A EMANCIPAÇÃO DO ESTADO DO TAPAJÓS.
    O POVO NÃO DEVE SER EGOISTA.

    Comentário:
    Anselmo Colares
    Professor doutor da UFOPA (Universidade Federal do Oeste do Pará)

    Com certeza, o Pará nunca mais será o mesmo.
    Seja qual for o resultado o Pará vai estar dividido.
    Melhor será se a divisão decorrer do SIM,
    pelo menos cada porção seguirá seu rumo,
    terá a chance de fazer a sua história,
    nas quais os governantes possam tomar decisões mais sintonizadas com as pessoas que se encontram mais próximas.
    Se o resultado for o não,
    aumentará o sentimento de superioridade que muitos belemenses demonstra ter com relação ao povo do interior,
    mocorongos,como eles costumam identificar aos demais.
    Ficará mais nítido o comportamento de colonizador que foi incorporado por essa parte da população que vê o “interiorano” com desprezo, preconceito e desdém.
    Por essas e outras questões, o Pará não será mais o mesmo.
    De minha parte, espero que o Pará fique ainda melhor,
    com seus governantes podendo dar a assistência que sua população merece e necessita,
    na medida em que fiquem mais próximos a ela,
    da mesma forma que espero possa acontecer o mesmo com o Estado do Tapajós e Carajás.
    Prefiro otimisticamente me inspirar nos fartos exemplos exitosos que a história nos apresenta,
    tanto no Brasil quanto em outras regiões do mundo.
    Grandeza não é sinônimo de tamanho.
    Há grandes pessoas com medidas modestas,
    há grandes países e até grandes municípios, bem menores que o Pará.
    Não justifica o receio de que a divisão enfraqueça, diminua.
    Pelo contrário, a divisão propicia crescimento.
    A divisão das células tornou possível a cada um de nós ser o que somos.
    A divisão é o símbolo da solidariedade.
    O seu contrário denota egoísmo.
    Pelas razões expostas, reafirmo,
    o Pará não será mais o mesmo após o 11 de dezembro,
    assim como o mundo não foi mais o mesmo após o 11 de setembro.
    Mas, ao contrário daquela data,
    que gerou destruição e morte,
    agora há uma nova possibilidade:
    esperança e nascimento.
    Somente o “SIM” carrega esta possibilidade.

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    • 29 de novembro de 2011 em 09:16
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      Mas o senhor e ou nao e a favor???

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